Corpos das vitimas do submarino Titan, da OceanGate, foram devolvidos como "lama" em caixas de sapato

Viúva revela que materiais foram entregues meses após implosão em pequenas caixas e descreve impacto emocional.

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- Foto: Divulgação/OceanGate Expeditions

Quase três anos após a implosão do submarino Titan, novos relatos revelam detalhes ainda mais dolorosos sobre as consequências da tragédia. A viúva Christine Dawood contou como recebeu os restos mortais do marido, Shahzada Dawood, e do filho, Suleman.

Em entrevista repercutida pelo Daily Mail, ela afirmou que a família recebeu os materiais cerca de nove meses após o acidente. Segundo Christine, os restos chegaram em duas pequenas caixas, semelhantes a caixas de sapato.

Entrega após identificação por DNA

A Guarda Costeira dos Estados Unidos conduziu o processo de identificação por DNA. No entanto, devido à violência da implosão, os restos apresentavam condições extremamente limitadas.

Christine descreveu o material como “o que sobrou”, classificando-o como uma espécie de “massa” indistinta. O relato evidencia o impacto brutal do acidente.

Além disso, parte dos materiais recuperados não pôde ser identificada individualmente, já que continha DNA misturado de diferentes vítimas.

Diante disso, a família recebeu a opção de ficar com esse material não identificado. Ainda assim, decidiu manter apenas o que pôde ser associado com certeza ao marido e ao filho.

Tragédia no Oceano Atlântico

O desastre ocorreu em junho de 2023, quando o submersível Titan, operado pela empresa OceanGate, implodiu durante uma expedição ao naufrágio do Titanic, no Oceano Atlântico Norte.

A embarcação perdeu contato com a superfície menos de duas horas após iniciar a descida. Posteriormente, investigações apontaram uma falha estrutural catastrófica como causa da implosão.

Ao todo, cinco pessoas morreram no acidente.

Morte instantânea trouxe algum consolo

Apesar da dor, especialistas indicaram que a implosão ocorreu de forma instantânea. Isso significa que as vítimas não tiveram tempo de perceber ou sofrer com o ocorrido.

Segundo Christine, esse ponto trouxe algum conforto durante o processo de luto.