
O deputado estadual Bispo Alves (Republicanos) apresentou um projeto de lei que estabelece regras para a criação e comercialização de cães e gatos no Espírito Santo. A proposta, que já tramita na Assembleia Legislativa (Ales), busca organizar o setor e, ao mesmo tempo, combater criadouros clandestinos.
Além disso, o texto do PL 72/2026 pretende garantir melhores condições de vida aos animais e mais segurança para os consumidores. Segundo o parlamentar, muitos estabelecimentos atuam de forma irregular, submetendo os animais a maus-tratos e colocando em risco a saúde pública.
“Essa situação pode provocar a disseminação de zoonoses e prejudicar consumidores que acabam adquirindo animais doentes”, afirma o deputado.
Regras mais rígidas para criadores
De acordo com a proposta, o Estado deve criar um cadastro obrigatório para criadores e comerciantes, além de exigir acompanhamento de um médico-veterinário responsável.
Ao mesmo tempo, o projeto define critérios mínimos para funcionamento dos espaços, como:
- condições adequadas de higiene e salubridade
- fornecimento de água potável
- alimentação apropriada
- estrutura que respeite o bem-estar animal
Além disso, o texto determina que a venda de cães e gatos só poderá ocorrer após 60 dias de vida, garantindo o período necessário para o desmame e a socialização dos filhotes.
Documentação obrigatória ao tutor
Outro ponto importante é a exigência de documentação no momento da venda. Dessa forma, o responsável deverá entregar:
- comprovante de microchipagem
- carteira de vacinação atualizada
- atestado de saúde emitido por veterinário
- orientações sobre cuidados e posse responsável
Com isso, o projeto fortalece a responsabilidade dos tutores e reduz riscos de abandono ou maus cuidados.
Práticas proibidas
O projeto também estabelece uma série de proibições. Entre elas:
- reprodução de fêmeas em idade inadequada ou em excesso
- manutenção de animais presos permanentemente ou com mobilidade restrita
- mutilações por estética, como corte de orelhas e cauda, exceto em casos terapêuticos
Assim, a proposta reforça a proteção contra práticas consideradas cruéis.
Multas e penalidades
Caso as regras não sejam cumpridas, o infrator poderá sofrer punições. Entre as medidas previstas estão:
- advertência
- multas entre R$ 493,83 e R$ 49.383,00
- apreensão dos animais
- suspensão ou cassação do cadastro do estabelecimento
Além disso, os valores arrecadados devem ser destinados a um fundo estadual voltado à proteção animal.
Tramitação na ALES
Atualmente, o projeto segue em análise nas comissões de:
- Justiça
- Proteção e Bem-Estar Animal
- Finanças
Caso seja aprovado, o governo terá 90 dias para regulamentar a nova legislação.

