
Tilápia mais barata chega às peixarias da Grande Vitória
A tilápia produzida por agricultores familiares capixabas começa a chegar mais barata às peixarias da Grande Vitória a partir desta segunda-feira (30). A iniciativa é do Sindicato das Indústrias da Pesca do Estado do Espírito Santo (Sindipesca/ES), em parceria com a Cooperativa de Empreendedores Rurais de Domingos Martins (Coopram).
Além disso, a ação prevê a venda de cerca de 10 toneladas do pescado a R$ 19,90 o quilo. A oferta segue até o Sábado de Aleluia (4 de abril).
Campanha aproveita alta demanda da Semana Santa
A campanha ocorre em um dos períodos de maior consumo de peixe no ano, especialmente por causa da Semana Santa. Nesse sentido, a proposta busca encurtar o caminho entre produtores e consumidores. Assim, a tilápia chega diretamente de pequenos produtores das montanhas capixabas. Com isso, há menos intermediários e, consequentemente, o preço se torna mais acessível.
Atualmente, mais de 50 peixarias da Grande Vitória participam da ação. Além disso, há um ponto de venda em Piúma. Por exemplo, só no Mercado da Vila Rubim, em Vitória, são 38 estabelecimentos envolvidos. Da mesma forma, a campanha alcança locais tradicionais, como a Praia do Suá, a Ilha das Caieiras e o Parque da Prainha, em Vila Velha.
Qualidade e procedência garantidas
Além do preço competitivo, a iniciativa reforça a qualidade do produto. Nesse contexto, a tilápia é vendida inteira, fresca e recém-retirada dos tanques da Região Serrana. Segundo o Sindipesca, todo o pescado possui rastreabilidade e segue normas sanitárias. Dessa maneira, a produção garante mais segurança ao consumidor.
Ao mesmo tempo, a parceria com a Coopram deve ampliar a presença desses produtos no mercado. “Essa é a primeira ação em conjunto. No entanto, a intenção é manter o fornecimento após a Semana Santa”, destacou Rafael Viola, diretor da Câmara de Eventos do Sindipesca/ES.
Além disso, a cooperativa poderá oferecer não apenas o peixe inteiro. Posteriormente, também devem chegar ao mercado produtos como filé, hambúrguer e quibe de tilápia.
Cooperativismo fortalece produtores rurais
Atualmente, a Coopram reúne cerca de 500 propriedades ligadas à agricultura familiar. Dessa forma, atua como elo entre o campo e o comércio. Assim, fortalece o cooperativismo e garante escala de produção. Para o consumidor, isso significa acesso a um alimento de qualidade e com preço justo. Já para o produtor, representa mais oportunidades de comercialização.
Por sua vez, o presidente da Coopram, Darli José Schaefer, confirmou o fornecimento de tilápia fresca, filé e outros produtos. “Vender a tilápia inteira é um novo mercado para nós. Portanto, acreditamos na continuidade após a campanha”, afirmou.
Além disso, a cooperativa amplia sua capacidade de produção. Nesse cenário, uma nova unidade de processamento está em fase final. Assim, o mercado da Grande Vitória será essencial para impulsionar as vendas.
Com o objetivo de aumentar a oferta, a Coopram vai inaugurar, em junho, uma unidade de beneficiamento em Ponto Alto, Domingos Martins. Para isso, o investimento é de cerca de R$ 12 milhões.
Nova estrutura amplia produção e eficiência
A área total do projeto chega a 44 mil metros quadrados. Enquanto isso, a área industrial construída tem 780 metros quadrados. Dessa forma, a unidade poderá processar até 20 toneladas de pescado por dia. Isso equivale a 400 toneladas por mês e 4.800 toneladas por ano.
Inicialmente, porém, a produção deve começar com cinco toneladas por dia. Ainda assim, a tilápia será o principal produto.
Além de ampliar a produção, a nova estrutura deve aumentar a eficiência em cerca de 20%. Ao mesmo tempo, pode reduzir perdas em até 30% durante o processamento. Com isso, a industrialização permitirá diversificar a oferta. Entre os produtos, estão filé, postas e peixe eviscerado.
Do ponto de vista econômico, o impacto também será significativo. A unidade pode movimentar cerca de R$ 244 milhões por ano. Além disso, a produção será suficiente para atender mais de um milhão de pessoas.
Impacto econômico e geração de empregos
Por outro lado, o projeto também deve gerar empregos. Inicialmente, estão previstos cerca de 30 postos diretos. Com o avanço das atividades, esse número pode ultrapassar 100. Além disso, a iniciativa pode gerar entre 100 e 200 empregos indiretos.
Por fim, a unidade fortalece toda a cadeia produtiva. Atualmente, cerca de 150 cooperados participam da atividade. Dessa maneira, o projeto valoriza a agricultura familiar e amplia o acesso a um produto de qualidade. Além disso, contribui tanto para o abastecimento do mercado quanto para programas públicos de alimentação.












