Procurados por feminicídio integram lista dos criminosos mais procurados do país

Mais de 300 suspeitos ou condenados por feminicídio seguem foragidos da Justiça no país.

O Brasil registra 336 mandados de prisão por feminicídio pendentes de cumprimento, segundo dados do Banco Nacional de Medidas Penais e Mandados de Prisão (BNMP), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Entre esses casos, ao menos três foragidos integram a lista dos criminosos mais procurados do país.

Esses nomes aparecem no Projeto Captura, iniciativa do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Com isso, o governo busca ampliar a visibilidade de criminosos foragidos e fortalecer as ações de segurança.

Lançado em dezembro do ano passado, o Projeto Captura funciona como uma plataforma nacional. Além disso, o sistema reúne informações sobre os criminosos mais procurados do Brasil. Dessa forma, o projeto integra esforços do governo federal e dos estados para facilitar prisões.

Cada estado pode indicar até oito nomes para compor a lista nacional. Nesse cenário, Sergipe, Tocantins e Rondônia indicaram foragidos com mandados de prisão em aberto por feminicídio. Assim, os dados evidenciam a gravidade e a reincidência desse tipo de violência.

Foragido há mais de 15 anos

Entre os nomes identificados está Gisélio Monteiro dos Santos. Contra ele, o Tribunal de Justiça de Sergipe mantém um mandado de prisão preventiva em aberto. Segundo a Justiça, ele é apontado como autor de uma tentativa de feminicídio.

De acordo com as investigações, o crime ocorreu em 15 de julho de 2010. Na ocasião, Gisélio teria cometido uma série de crimes no povoado Massapê, na zona rural de Riachuelo. O município fica a cerca de 23 quilômetros de Aracaju, capital do estado. Mesmo após 15 anos, o suspeito segue foragido.

Projeto amplia cooperação contra a violência contra a mulher

Com a criação do Projeto Captura, o Ministério da Justiça busca ampliar a cooperação entre as forças de segurança. Além disso, a iniciativa fortalece o enfrentamento à violência contra a mulher.

Autoridades avaliam que a divulgação dos criminosos mais procurados pode acelerar prisões.
Ao mesmo tempo, a medida estimula a colaboração da população por meio de denúncias anônimas.
Por fim, o projeto reforça o combate a uma das mais graves violações de direitos humanos no país.