
A Polícia Civil concluiu a investigação sobre o roubo de cerca de R$ 100 mil em joias, ocorrido em 1º de julho do ano passado, no bairro Marcílio de Noronha, em Viana, na Grande Vitória. Durante o crime, os assaltantes renderam um vendedor de joias e mantiveram os três filhos dele sob ameaça dentro da própria casa.
Os investigadores identificaram e prenderam Cleydson Gabriel Borges Silva, o “Zói”, de 26 anos, e Leandro Lima Borges, o “Brancão”, de 28 anos. Além disso, a Justiça decretou a prisão preventiva da dupla. Ambos já respondiam por envolvimento com o tráfico de drogas.
Suspeitos agiram no início da manhã
Segundo a apuração, os criminosos aproveitaram o momento em que a mãe das crianças saiu para o trabalho. Logo depois, por volta das 6h, eles bloquearam a garagem da residência com um carro e abordaram o pai no instante em que ele deixava o imóvel.
Em seguida, os suspeitos obrigaram a vítima a se deitar no chão e exigiram informações sobre dinheiro e joias. Mesmo após receberem alguns objetos, os assaltantes conduziram o homem de volta para dentro da casa.
Família ficou sob ameaça constante
Dentro da residência, os criminosos amarraram o pai com um fio de ventilador e o mantiveram ao lado dos filhos — um bebê de um ano, uma criança de quatro anos e uma adolescente. Durante toda a ação, eles ameaçaram a família de morte.
Enquanto isso, a dupla recolheu joias e relógios encontrados no imóvel. Depois, colocou os itens no porta-malas do veículo usado na fuga e deixou o local.
Tornozeleira ajudou a esclarecer o crime
A investigação avançou porque um dos suspeitos utilizava tornozeleira eletrônica. Dessa forma, os policiais mapearam o trajeto percorrido desde a casa da vítima até o Condomínio do Limão, em Cariacica, onde o equipamento foi danificado.
No mesmo endereço, os agentes localizaram o carro utilizado no assalto. Por isso, a polícia conseguiu reunir provas que fortaleceram a identificação dos envolvidos.
Leandro acabou preso nas proximidades do condomínio poucos dias após o crime. Já Cleydson foi localizado e detido em 20 de fevereiro deste ano.
Polícia aponta possível planejamento
Os investigadores trabalham com a hipótese de crime premeditado, já que há indícios de que os suspeitos monitoraram a rotina da família antes do roubo. Além disso, a vítima relatou movimentações suspeitas nas proximidades da residência nos dias anteriores.
A Polícia Civil ainda tenta descobrir como os criminosos souberam que o homem negociava joias e se outras pessoas ajudaram no planejamento da ação.
Após a fuga dos assaltantes, o pai conseguiu se soltar e acionou a polícia. Com isso, os agentes analisaram imagens de câmeras de segurança e cruzaram informações até chegar aos suspeitos.

