Porta-aviões bilionário dos EUA sofre pane vexatória e tem banheiros transbordando

USS Gerald R. Ford, símbolo da supremacia naval americana, enfrenta falhas sanitárias graves durante missão estratégica no Oriente Médio.

- Imagem ilustrada e gerada por IA.

O USS Gerald R. Ford, considerado o navio-almirante da Marinha dos Estados Unidos, enfrenta falhas estruturais no sistema de esgoto, apesar de ter custado US$ 13 bilhões — cerca de R$ 66,7 bilhões na cotação atual. A informação foi divulgada pelo Wall Street Journal, que ouviu marinheiros e familiares da tripulação.

Atualmente, o porta-aviões atua como principal demonstração de força militar americana no Oriente Médio. O envio da embarcação ocorre em meio ao aumento da tensão na região, sobretudo após o presidente Donald Trump intensificar a pressão diplomática e militar sobre o Irã.

No entanto, enquanto o governo destaca o poderio bélico do navio, os cerca de 5 mil tripulantes convivem com uma rotina marcada por transtornos sanitários.

Problemas no sistema de esgoto

De acordo com a reportagem, os banheiros entopem e transbordam com frequência. Como resultado, a tripulação enfrenta condições consideradas inadequadas de higiene em alto-mar.

Além disso, os relatos apontam que o longo período de missão — próximo de um ano longe de casa — agravou o desgaste emocional e físico dos militares. Alguns oficiais, inclusive, já manifestaram a intenção de deixar a Marinha após o retorno da embarcação aos Estados Unidos.

Segundo os depoimentos, o sistema de drenagem defeituoso compromete o funcionamento regular da embarcação. Consequentemente, a situação tem gerado insatisfação interna e ampliado o sentimento de exaustão entre os marinheiros.

Contraste entre tecnologia e falhas básicas

O USS Gerald R. Ford foi projetado para representar a mais moderna tecnologia naval americana. O porta-aviões possui sistemas avançados de lançamento de aeronaves e equipamentos de última geração.

Entretanto, o contraste entre a sofisticação militar e os problemas sanitários básicos chamou atenção. Enquanto o navio integra a estratégia global de dissuasão dos Estados Unidos, os tripulantes lidam com dificuldades estruturais no cotidiano.

Até o momento, a Marinha dos EUA não detalhou oficialmente quais medidas corretivas pretende adotar para solucionar o problema.