
Caso começou como desaparecimento
A Polícia Civil prendeu um homem suspeito de matar a namorada, Luciene Galdino, de 34 anos, e ocultar o corpo em uma lagoa de pedreira no distrito de Itaoca Pedra, em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo.
Inicialmente, a polícia investigava o caso como desaparecimento. No entanto, as investigações passaram a tratar o episódio como feminicídio após a localização do corpo da vítima em avançado estado de decomposição.
Luciene trabalhava como cuidadora de idosos e desapareceu no dia 4 de janeiro de 2026, depois de sair em direção à casa do namorado, Manoel Severiano Garcia, de 58 anos, na comunidade de Monte Pio, em Castelo.
Corpo foi encontrado em lagoa de pedreira
Cerca de 20 dias após o desaparecimento, equipes localizaram o corpo da vítima dentro de uma lagoa de pedreira.
Segundo a Polícia Civil, os investigadores encontraram o cadáver dentro de um saco agrícola amarrado a duas pedras. Dessa forma, a cena indicou tentativa de ocultação do corpo.
Além disso, a perícia encontrou vestígios de sangue na residência do suspeito. Com isso, a polícia reforçou a linha de investigação contra o agricultor.
Polícia identificou contradições
Durante depoimento, Manoel afirmou que deixou Luciene em casa após os dois passarem o dia ingerindo bebidas alcoólicas. Além disso, ele declarou que não voltou a ter contato com a vítima.
No entanto, as investigações apontaram inconsistências na versão apresentada.
Segundo o delegado titular da Delegacia de Polícia de Castelo, Estevão Oggione, o celular da vítima permaneceu conectado à residência do investigado após o desaparecimento.
“A última conexão do celular dela ocorreu em Castelo, na residência dele. Além disso, o último acesso ao Facebook da vítima aconteceu no Wi-Fi da casa do suspeito”, explicou o delegado.
Imagens reforçaram suspeitas
Além dos registros telefônicos, imagens de videomonitoramento mostraram a caminhonete de Manoel circulando pela rua onde Luciene morava, em Conceição do Castelo.
Com isso, os investigadores reforçaram as suspeitas contra o agricultor.
Família relatou agressões anteriores
A irmã da vítima, Lucineide Candido, contou que Luciene já havia sofrido agressões durante o relacionamento.
“Depois do trabalho, ela levantou a blusa e as costas estavam todas machucadas. Ela contou que ele bateu nela e, mesmo assim, voltou para a casa dele”, relatou.
Além disso, a família demonstrou preocupação com o histórico criminal do suspeito.
Segundo a Polícia Civil, Manoel possui passagens por furto, receptação, roubo e registros anteriores de violência doméstica.
“O suspeito já respondeu por episódios de violência contra a Luciene e também contra uma ex-companheira”, afirmou o delegado.
Suspeito permanece preso
Após a prisão, Manoel Severiano Garcia seguiu para o sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.










