PF faz operação contra abuso infantil em Cachoeiro e prende suspeito no ES

Operação da PF mira crimes contra crianças e resulta em prisão no Espírito Santo

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- Foto: Dilvulgação/ Polícia Militar

A Polícia Federal realizou, na manhã desta terça-feira (16), uma operação contra o abuso sexual de crianças e adolescentes no Espírito Santo. Além disso, os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em Cachoeiro de Itapemirim, Serra, Vila Velha e São Mateus.

Durante a ação, os policiais apreenderam dois HDs e um aparelho celular. Em seguida, ao analisarem os dispositivos, os agentes encontraram material ilegal, o que resultou, portanto, na prisão em flagrante de um homem de 39 anos, em Vila Velha.

O suspeito deve responder pelo crime de posse de material de abuso sexual infantil, cuja pena varia de um a quatro anos de prisão, além de multa. Além disso, a Polícia Federal também investiga se houve compartilhamento do conteúdo, já que, nesse caso, a pena pode chegar a seis anos.

Investigação começou após monitoramento

A Polícia Federal iniciou a investigação após identificar conexões suspeitas na internet. A partir disso, os agentes rastrearam atividades relacionadas ao compartilhamento de material ilegal, o que levou, posteriormente, à operação nos municípios capixabas.

Ao mesmo tempo, a ação integra uma mobilização nacional de combate ao abuso infantojuvenil e coincide com a entrada em vigor da Lei nº 15.211/2025, conhecida como “ECA Digital”. Com isso, a legislação amplia os mecanismos de proteção no ambiente virtual e estabelece novas regras para empresas de tecnologia.

Nova lei amplia combate a crimes digitais

A nova legislação determina que plataformas digitais removam conteúdos ilegais com rapidez e comuniquem os casos às autoridades. Além disso, a norma diferencia de forma mais clara os crimes relacionados à exploração sexual de crianças e adolescentes e, assim, endurece as punições.

Polícia reforça papel da prevenção

A Polícia Federal orienta pais e responsáveis a acompanharem de perto o uso da internet por crianças e adolescentes. Nesse sentido, a instituição recomenda diálogo aberto sobre riscos online e, também, a supervisão do uso de redes sociais e aplicativos.

Por fim, segundo a corporação, a prevenção e a informação continuam sendo as principais ferramentas para proteger menores e combater crimes desse tipo.