Petróleo dispara com tensão no Irã e pressiona dólar e Bolsa

Dólar, petróleo e juros futuros avançaram após nova tensão envolvendo o programa nuclear do Irã. Com isso, investidores reagiram com cautela diante do risco de pressão maior sobre a inflação global e possível endurecimento da política monetária nos Estados Unidos e na Europa.

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- Foto: Reprodução

Os mercados de câmbio e de juros futuros registraram forte movimentação nesta quinta-feira (21) após a valorização do petróleo no mercado internacional. Com isso, investidores aumentaram a cautela diante do risco de pressão maior sobre a inflação global e nos Estados Unidos.

Além disso, o dólar avançou, enquanto os rendimentos dos Treasuries também subiram. Ao mesmo tempo, o Ibovespa futuro recuava 0,49%, aos 177.355,73 pontos, refletindo o clima de tensão no mercado financeiro internacional.

A piora do cenário ocorreu após uma reportagem da agência Reuters informar que o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, ordenou a permanência de urânio próximo ao grau de pureza necessário para armas nucleares dentro do país.

Mercado reage com cautela após notícia sobre Irã

Segundo a Reuters, a decisão contraria uma das exigências feitas pelos Estados Unidos durante negociações intermediadas pelo Paquistão. Dessa maneira, investidores passaram a temer uma escalada geopolítica no Oriente Médio.

Como consequência, o petróleo ganhou força no mercado internacional. Além disso, operadores passaram a projetar mais pressão inflacionária sobre economias globais.

Por isso, bancos centrais podem manter juros elevados por mais tempo. O cenário aumenta a preocupação principalmente nos Estados Unidos e na Europa.

BCE sinaliza possível alta de juros

Em entrevista à Reuters, o dirigente do Banco Central Europeu (BCE), Olli Rehn, afirmou que a instituição poderá elevar juros para preservar sua credibilidade diante da alta dos combustíveis provocada pela guerra.

Enquanto isso, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) informou que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos países-membros acelerou moderadamente no primeiro trimestre de 2026.

Segundo estimativa preliminar da entidade, a economia da OCDE cresceu 0,4% entre janeiro e março. No trimestre anterior, o avanço havia sido de 0,2%.

Cenário político também movimenta mercado

Além do cenário internacional, investidores acompanharam movimentações políticas no Brasil. O coordenador de comunicação da pré-campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência, Marcello Lopes, deixou o cargo nesta quinta-feira.

Ele será substituído pelo publicitário Eduardo Fischer após repercussão de reportagem envolvendo pedido de R$ 134 milhões feito por Flávio Bolsonaro ao banqueiro Daniel Vorcaro, do banco Master, para produção de um filme sobre Jair Bolsonaro.

Apesar disso, o mercado financeiro segue atento principalmente às tensões internacionais e aos impactos da alta do petróleo sobre inflação, juros e crescimento econômico global.

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