
Navios petroleiros começaram a atravessar lentamente o Estreito de Ormuz, segundo declarou nesta terça-feira (17) o assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett. A informação foi divulgada durante entrevista ao canal norte-americano CNBC, em meio à escalada da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
De acordo com o representante do governo norte-americano, a retomada gradual do tráfego indica uma possível redução das tensões na região. Ainda assim, ele não detalhou quais países tiveram autorização para transitar nem como ocorre a operação logística no local.
Além disso, Hassett afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pretende manter a pressão militar até o encerramento do conflito. A guerra já dura 18 dias e continua impactando diretamente o setor energético global.
região estratégica para o petróleo mundial
Localizado entre o Golfo de Omã e o Golfo Pérsico, o Estreito de Ormuz concentra cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no planeta. Por isso, qualquer instabilidade na passagem marítima provoca efeitos imediatos nos mercados internacionais.
Após ataques realizados por forças dos EUA e de Israel, o Irã decidiu restringir o trânsito de embarcações na região. Desde então, diversos navios ficaram impedidos de navegar, o que contribuiu para uma crise no abastecimento e aumento expressivo no preço do barril do tipo Brent, referência global, que já supera a marca de US$ 100.
Nos últimos dias, o governo iraniano informou que o estreito passou a operar sob “condições especiais”. Autoridades locais também indicaram que algumas embarcações, incluindo navios com bandeira indiana, já conseguiram cruzar a área estratégica.
impactos econômicos e tensão geopolítica
A possibilidade de retomada gradual do fluxo marítimo pode reduzir a pressão imediata sobre o mercado de combustíveis. No entanto, analistas apontam que as consequências econômicas devem persistir por semanas, especialmente até que as cargas cheguem às refinarias ao redor do mundo.
Enquanto isso, o governo norte-americano avalia novas estratégias de segurança para garantir a navegação no estreito. Segundo Hassett, há expectativa de que Trump se reúna com o presidente da China, Xi Jinping, após o fim do conflito, em uma tentativa de reorganizar o cenário internacional e estabilizar o comércio global.










