
Uma aparição curiosa na praia de Baja California Sur, no México, chamou a atenção dos banhistas que estavam aproveitando o mar raso. Um peixe-remo, cuja espécie vive na zona mesopelágica — camada do oceano que se estende entre 200 e mil metros de profundidade — e nas áreas abissais, nadava até a areia, se debatendo.
O animal foi encontrado no início de fevereiro por turistas e, apesar de ter sido devolvido para a água diversas vezes, ele voltava para a areia — o que pode indicar que ele estava doente. O vertebrado raramente é visto fora do habitat natural, o que reforça lendas e teorias premonitórias que envolvem o peixe.

O animal possui um corpo largo com a pele macia de coloração prateada. Ele também tem uma barbatana rosada e pequenos espinhos que protegem o corpo.
“Peixe do fim do mundo”
O aparecimento dessa espécie em águas rasas é tratado em lendas japonesas. De acordo com essas histórias, o peixe-remo é tido como um mensageiro do Deus do mar, que estaria alertando a população sobre um desastre iminente, como tsunamis e terremotos. No folclore, o animal ganhou o “apelido” de Mensageiro do Palácio do Deus do Mar.
Alguns fatos reais reforçam a “fama” do peixe, como quando ele apareceu antes do terremoto seguido de tsunami em Fukushima, bem como o ocorrido em 2017, nas Filipinas, quando um tremor matou seis pessoas.
A teoria dos pesquisadores ao redor do globo é que a espécie pode ser sensível a movimentações sísmicas, que podem inicialmente abalar o habitat natural desse peixe.
FONTE: METRÓPOLES