
Um áudio bombástico sacudiu os bastidores da política capixaba nesta semana. A gravação revela o clima de “tudo ou nada” na sucessão estadual. O registro, de 09 de março de 2026, mostra um diálogo tenso. De um lado, o prefeito de Vitória e pré-candidato ao Governo, Lorenzo Pazolini (Republicanos). Do outro, o vereador Dalto Neves (Solidariedade).
“Só vai ficar um vivo”: A retórica de Pazolini
No áudio, Pazolini adota um tom agressivo e muito confiante. Certamente, ele baseia sua postura no histórico de vitórias nas urnas. O prefeito afirma: “Nós vão cair pra dentro e só vai ficar um vivo”. Portanto, ele sinaliza que a eleição de 2026 será uma guerra de sobrevivência.
Além disso, a estratégia de Pazolini é clara: impor o medo político. Ele tenta enquadrar Dalto Neves com avisos sobre o Governo do Estado. Segundo o prefeito, o vereador enfrentará o grupo de Renato Casagrande sem proteção. “Você não vai aguentar”, dispara Pazolini para minar a resistência do parlamentar.
Dalto Neves: O discurso do “perder ganhando”
Por outro lado, Dalto Neves tenta manter uma postura de desapego. Primeiramente, ele busca reduzir o poder de barganha do prefeito. O vereador afirma que “perde ganhando” e que não depende da política. Consequentemente, ele indica estar disposto a abandonar a vida pública.
O ponto alto da fala de Dalto é a menção ao embate direto. Ele cita o Governador e uma possível “Prefeita” do bloco governista estadual. Por isso, fica claro que o vereador se sente espremido. Ele está entre a gestão de Pazolini e a influência do Palácio Anchieta.
Análise: O que muda para as Eleições 2026?
A conversa expõe pilares fundamentais da crise política atual. Primeiramente, há uma clara rachadura na base aliada. A pressão sobre Dalto Neves indica que o apoio na Câmara não é sólido.
Em segundo lugar, surge o “Fator Casagrande”. O nome do Governador é usado como “espantalho” para manter aliados sob controle. Pazolini se vende como o único escudo contra a máquina estadual.
Finalmente, vemos uma polarização radical. O termo “só vai ficar um vivo” elimina chances de uma terceira via moderada. Portanto, a disputa no Espírito Santo será uma das mais violentas da história.
A FOLHA procurou os dois protagonistas da gravação, mas nenhum dos dois retornou para explicar o contexto da discussão.










