Pastor dopa irmão, deixa vítima com 42 kg e acumula dívidas em nome dele
Religioso foi condenado pela Justiça do Distrito Federal por dopar e abandonar o irmão doente, além de contrair empréstimos consignados no nome da vítima
07/03/2026, 11h55
- Foto: Divulgação
Um pastor foi condenado pela Justiça do Distrito Federal após dopar o próprio irmão, deixá-lo em estado grave de desnutrição e contrair dívidas em nome da vítima. O caso envolve o religioso Carlos Mendes de Carvalho, que desapareceu após a condenação judicial.
Segundo as investigações, o pastor passou a cuidar do irmão idoso em 2018, na região de Sobradinho II (DF). A vítima apresentava diversos problemas de saúde e, com o tempo, passou a ter sequelas mentais que comprometeram a consciência e a capacidade motora.
Entretanto, familiares começaram a desconfiar da situação quando perceberam que o idoso estava cada vez mais magro e com feridas pelo corpo.
estado grave chocou a família
Em 2021, parentes decidiram fazer uma visita surpresa ao homem. Ao entrarem no local, encontraram o idoso deitado na cama em estado considerado cadavérico, pesando aproximadamente 42 quilos.
De acordo com relatos, ele não conseguia andar nem falar. Além disso, apenas babava e apresentava diversas feridas pelo corpo.
Os familiares também relataram que as fraldas do idoso raramente eram trocadas. Com isso, ele permanecia por longos períodos sujo, sem cuidados básicos de higiene.
Além disso, testemunhas afirmaram que o pastor costumava dopar a vítima com altas doses de calmantes.
empréstimos deixaram dívida de r$ 160 mil
Durante a apuração do caso, a família descobriu outro problema grave. O pastor teria feito diversos empréstimos consignados em bancos e financeiras usando o nome do irmão.
O valor das dívidas chega a aproximadamente R$ 160 mil. Segundo familiares, o idoso deverá permanecer endividado até 2030.
Diante da situação, parentes retomaram a tutela da vítima e registraram boletim de ocorrência na Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).
O pastor deve R$ 90 mil ao irmão.
condenação e desaparecimento
A Justiça condenou Carlos Mendes inicialmente a 3 anos e 11 meses de prisão em regime semiaberto. Entretanto, após recurso da defesa, o Tribunal reduziu a pena para 1 ano e 11 meses em regime aberto.
Além disso, o religioso deveria devolver cerca de R$ 90 mil à vítima.
No entanto, segundo informações do processo, o pastor não realizou o pagamento e desapareceu após a condenação.
O espaço segue aberto para manifestações da defesa.
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