
O ataque armado registrado dentro do Instituto São José, em Rio Branco, no Acre, provocou comoção nacional e mobilizou forças de segurança nesta terça-feira (6). Um adolescente de 13 anos invadiu a escola e matou duas funcionárias. Além disso, outras duas pessoas ficaram feridas.
Após o crime, a Polícia Civil apreendeu o menor e deteve o padrasto dele, apontado como responsável pela arma usada no atentado. Agora, os investigadores tentam descobrir se outras pessoas participaram do planejamento da ação.
Polícia amplia investigação
De acordo com a Polícia Civil do Acre, o adolescente utilizou uma pistola calibre 38 durante o ataque. Logo depois da apreensão, os agentes recolheram o celular do garoto para analisar mensagens, contatos e possíveis ligações com grupos que incentivam violência em escolas.
Além disso, os investigadores abriram duas frentes de apuração: uma sobre o ato infracional cometido pelo adolescente e outra sobre a responsabilidade do padrasto pela guarda da arma.
A governadora do Acre, Mailza Assis, afirmou que as investigações seguirão até o esclarecimento completo do caso.
“A criança e o responsável pela arma estão detidos e as investigações continuam porque o menino não agiu sozinho”, declarou.
Funcionárias morreram no local
As vítimas fatais trabalhavam como supervisoras de corredor no Instituto São José. Raquel Sales Feitosa, de 37 anos, e Alzenir Pereira da Silva, de 53, morreram ainda dentro da escola.
Enquanto isso, uma funcionária de 40 anos e uma estudante de 11 anos sofreram ferimentos e receberam atendimento no Pronto-Socorro de Rio Branco. Segundo informações médicas, ambas seguem internadas em estado estável.
Nesta quarta-feira (6), familiares e amigos realizaram os velórios das duas servidoras na capital acreana.

Estado suspende aulas e anuncia reforço na segurança
Diante da gravidade da tragédia, o Governo do Acre suspendeu as aulas da rede estadual por três dias. Ao mesmo tempo, a Prefeitura de Rio Branco também interrompeu as atividades nas escolas municipais.
Além disso, o secretário de Justiça e Segurança Pública do Acre, José Américo Gaia, anunciou medidas emergenciais para reforçar a proteção nas unidades escolares.
Entre as ações previstas estão:
- instalação de detectores de metal;
- fiscalização de mochilas e bolsas;
- aumento do controle de acesso nas escolas.
Governo federal acompanha situação
O Ministério da Educação enviou ao Acre uma equipe do programa Escola que Protege, especializada em situações de violência extrema no ambiente escolar.
Enquanto isso, o Tribunal de Justiça reforçou a necessidade de preservar a identidade do adolescente, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, também lamentou o episódio nas redes sociais.
“Dói ver uma escola ser atingida pela violência”, escreveu.












