
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do Pará (Ficco-PA) deflagrou, nesta quinta-feira (16), a segunda fase da Operação Custos Legis. A ação investiga um esquema de venda de informações sigilosas ligadas a investigações contra organizações criminosas. Os agentes cumpriram mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em Belém e Capanema.
Segundo a investigação, os suspeitos conseguiam acesso antecipado a documentos e medidas cautelares protegidos por segredo de Justiça. Para isso, eles teriam pago um servidor público, que utilizava seu acesso institucional para consultar e baixar processos judiciais. Além disso, a força-tarefa identificou falhas na classificação do nível de sigilo de parte dos processos, o que teria facilitado os acessos irregulares.
A Justiça autorizou as medidas após representação da Ficco. O grupo apura, em tese, os crimes de violação de sigilo funcional qualificada e corrupção passiva majorada, supostamente cometidos entre novembro e dezembro de 2025. A Ficco reúne integrantes da Polícia Federal, Polícia Civil do Pará e da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).











