
A Polícia Civil do Rio de Janeiro e o Ministério Público do Estado (MPRJ) deflagraram, nesta quarta-feira (15), a Operação Hawala. A ação combate um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou pelo menos R$ 100 milhões para facções criminosas. Até a última atualização, os agentes prenderam 10 suspeitos. Além disso, cumpriram mandados no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Minas Gerais e em Foz do Iguaçu. As investigações também apontam uma possível ligação entre um dos investigados e uma estrutura de financiamento da Al-Qaeda.
Segundo a Polícia Civil, o grupo prestava serviços ao Terceiro Comando Puro (TCP). Além disso, ocultava recursos do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC). A Justiça autorizou 10 mandados de prisão, 37 de busca e apreensão e o bloqueio de bens e ativos financeiros. Ao todo, o Ministério Público denunciou 22 pessoas. Agora, todos respondem ao processo na Justiça.
A investigação começou após policiais identificarem uma empresa usada para vender produtos falsificados e receber eletrônicos roubados no Complexo do São Carlos. Em seguida, os investigadores descobriram uma rede de empresas de fachada que movimentava dinheiro do tráfico por meio de depósitos fracionados. Além disso, a polícia apura a atuação de empresários ligados à Tríplice Fronteira. Por fim, os agentes vão aprofundar a análise sobre a suposta conexão do grupo com um operador financeiro sancionado pelos Estados Unidos por integrar a rede de financiamento da Al-Qaeda.











