
A Operação Imperium prendeu seis suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas e homicídios na manhã desta terça-feira (7). A Polícia Civil informou que os investigados integram a facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP) e atuam principalmente em Cariacica, na Grande Vitória. Além disso, as equipes cumpriram mandados em outros cinco municípios do Espírito Santo.
Os policiais realizaram as ações nos bairros Flexal, Santo André e Campo Verde, em Cariacica, além de Vitória, Serra, Viana, Santa Maria de Jetibá e Santa Leopoldina. Do total de presos, quatro tiveram mandados de prisão temporária cumpridos e dois acabaram presos em flagrante. Entre os investigados, há duas mulheres. Até o momento, a Polícia Civil não divulgou os nomes dos envolvidos.
Justiça expediu 47 mandados
Ao todo, a Justiça expediu nove mandados de prisão e 38 de busca e apreensão. Durante a operação, os policiais apreenderam uma arma de fogo, rádios comunicadores e uma balança de precisão. Além disso, as equipes continuavam as buscas para localizar outros cinco investigados até a última atualização da ocorrência.
A ação reúne cerca de 120 policiais civis e conta com o apoio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), da Polícia Penal do Espírito Santo (PPES) e de equipes das delegacias especializadas. Segundo a Polícia Civil, o objetivo é enfraquecer a atuação da organização criminosa e reduzir os crimes ligados ao tráfico.
Investigação aponta ordens de dentro do presídio
De acordo com o chefe do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), delegado Luiz Gustavo Ximenes, os investigados recebem ordens do traficante conhecido como Dadá, preso desde 2024.
Segundo o delegado, o grupo pratica o chamado “narcocídio”, modalidade de homicídio diretamente ligada ao tráfico de drogas. Ainda conforme a investigação, Dadá comanda a facção em Flexal 2 e continua repassando determinações de dentro do sistema prisional para manter o controle da região por meio da violência.
Além disso, a Polícia Civil investiga a possível participação dos suspeitos na chacina de uma família ocorrida em maio deste ano. Conforme as investigações, as vítimas não aceitavam as imposições da facção criminosa. As diligências continuam para cumprir os mandados restantes.
O nome Operação Imperium faz referência ao termo em latim que representa o poder soberano do Estado para exercer a força de forma legítima e garantir o cumprimento da lei.










