O Ministério Público da Bahia (MP-BA) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (11), a Operação Território Livre contra uma organização criminosa suspeita de controlar serviços de internet em Dias D’Ávila, na Região Metropolitana de Salvador. Durante as buscas, os agentes apreenderam R$ 173 mil em espécie em uma das residências investigadas.
Ao todo, as equipes cumpriram sete mandados de busca e apreensão em Dias D’Ávila, Lauro de Freitas e Camaçari. Com isso, o MP-BA ampliou o cerco ao grupo investigado e avançou na coleta de provas.
Controle territorial e intimidação
Segundo as apurações, os suspeitos impunham controle territorial e econômico sobre provedores locais de internet. Para isso, ameaçavam empresários, estabeleciam regras próprias e cobravam valores ilegais para permitir a atuação no mercado.
Além disso, o grupo restringia a concorrência e, assim, fortalecia seu domínio em determinadas áreas da cidade. Dessa maneira, consolidava influência sobre a prestação do serviço e dificultava a entrada de novos provedores.
Estrutura e liderança
As investigações são conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), em conjunto com o Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), da Polícia Civil. Dessa forma, os órgãos atuam de maneira integrada para identificar todos os envolvidos.
De acordo com o MP-BA, a organização mantém estrutura hierarquizada e divisão clara de tarefas. Um homem foragido da Justiça lidera o esquema e possui mandados de prisão em aberto. Ele define as diretrizes das ações criminosas e autoriza o uso de intimidação contra as vítimas. Mesmo sem localização conhecida, continua a exercer influência direta sobre os demais integrantes.
Atuação financeira e desdobramentos
Enquanto isso, outros membros executam funções operacionais e financeiras. Eles organizam as cobranças ilegais, entram em contato com as vítimas e recolhem os valores obtidos. Em seguida, repassam os recursos para sustentar a estrutura do grupo.
Por fim, os investigadores apuram se pessoas ligadas ao setor de internet colaboraram com a organização ao repassar parte dos lucros. Além disso, a operação contou com o apoio da Polícia Militar da Bahia, por meio do Batalhão Apolo, do Batalhão Gêmeos e da Rondesp da Região Metropolitana de Salvador.
