
Após um prejuízo de R$ 2,6 bilhões em 2024, divulgado em relatório de administração na semana passada, os Correios anunciaram um plano de corte de gastos. O objetivo da estatal é alcançar economia de até R$ 1,5 bilhão ao longo do ano.
O prejuízo do ano passado foi justificado pela estatal em razão de fatores como a cobrança de imposto de importação sobre compras internacionais – taxação que ficou conhecida como “taxa das blusinhas”.
Em nota, os Correios informaram que investiram R$ 830 milhões no último ano para renovação de frota, modernização da infraestrutura e ampliação da capacidade. O rombo do ano passado foi mais que três vezes maior do que o déficit de 2023, quando o resultado negativo da estatal foi de R$ 633 milhões.
Entre as medidas no plano de corte de gastos anunciado estão a redução de jornada de trabalho, com diminuição de salários. A sugestão é de que trabalhadores passam a trabalhar 6h por dia (34 horas semanais), em vez de 8h (44 horas). Em contrapartida, haverá redução de salário. Há também a intenção de prorrogar o prazo para adesão ao Programa de Desligamento Voluntário (PDV).
A estatal também suspendeu a concessão de férias até janeiro de 2026 e convocou o retorno ao regime de trabalho presencial a partir de 23 de junho deste ano.
Outra novidade foi o anúncio do lançamento de novos formatos de planos de saúde, com promessa de economia de até 30% para empresa e empregados.
As despesas de pessoal são consideradas o maior problema de caixa dos Correios. Um levantamento do portal g1 mapeou o tamanho da folha salarial da estatal e apontou que a estratégia poderia render uma economia mensal de R$ 78,3 milhões – em um ano, chegaria a R$ 940 milhões.