
Uma jovem de 24 anos precisou correr por mais de cinco quilômetros por uma área de mata para escapar do ex-companheiro armado durante uma sequência de agressões em um sítio de Santa Teresa, na região serrana do Espírito Santo.
Segundo a vítima, que preferiu não se identificar, o relacionamento terminou há cerca de um mês. No entanto, na última sexta-feira (8), o suspeito invadiu o sítio armado, ameaçou matar familiares da jovem e exigiu o celular dela.
Em entrevista, a vítima contou que escondeu o aparelho embaixo de um colchão. Porém, no momento em que pegou o celular, decidiu jogá-lo no chão antes de entregá-lo. Logo depois, o ex-companheiro teria efetuado o primeiro disparo.
“Nesse primeiro disparo que ele fez, foi quando eu joguei meu celular no chão. Depois meu irmão veio pedindo para ele se acalmar. A gente falou: ‘você tem um filho também, olha o seu filho’. Nem isso ele teve importância ali”, relatou.
Disparos e agressões marcaram ataque em Santa Teresa
Ainda segundo a jovem, o suspeito disparou novamente. Dessa vez, os estilhaços atingiram o dedo do irmão dela.
Em seguida, o homem teria partido para agressões físicas. A vítima afirmou que levou puxões de cabelo e golpes com a arma.
“Ele já veio para o meu lado, puxando meu cabelo, me deu coronhada. Foi ali que eu fiquei mole e achei que tinha levado um tiro na cabeça”, contou.
Além disso, o irmão da jovem relatou que o suspeito ameaçou matar toda a família e destruir o imóvel.
“Ele repetia que ia matar todo mundo, ia matar minha irmã, que ia tacar fogo e levar ela embora”, afirmou.
Segundo o familiar, o homem também destruiu câmeras de segurança instaladas na propriedade.
Mulher correu por mata para escapar do ex-companheiro
Mesmo ferido pelos estilhaços, o irmão da vítima entrou na residência para proteger as crianças que estavam no local.
Enquanto isso, a jovem conseguiu fugir correndo por uma região de mata fechada até encontrar ajuda. Durante a fuga, ela sofreu ferimentos nas pernas.
Além disso, a vítima afirmou que vive com medo desde o ocorrido.
“A gente está levando do jeito que dá e tentando correr atrás da Justiça para fazer o que tem que ser feito. Ele tem que pagar pelo que fez”, declarou.
Segundo a mulher, o suspeito trabalhava na propriedade da família e conquistou a confiança de todos no início da convivência. No entanto, com o passar do tempo, o comportamento dele mudou.
“Ele sempre foi muito ciumento. Às vezes, eu nem podia olhar para o lado. Como se fosse traição. Era um ciúme obsessivo mesmo”, afirmou.
Polícia Civil investiga o caso
A Polícia Civil informou que a vítima procurou a Delegacia Regional de Vitória. No local, ela solicitou Medida Protetiva de Urgência (MPU) e representou criminalmente contra o investigado.
Além disso, a corporação informou que a delegacia responsável pelo município conduz as investigações.
Até o momento, a polícia não divulgou outros detalhes sobre o caso.
A reportagem tentou contato com o suspeito. No entanto, ele não respondeu até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação.










