
Por Charlie Ghazi
No Dia Internacional da Mulher, histórias de coragem e superação ganham ainda mais destaque. Um exemplo vem de Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo. Aos 39 anos, Fernanda Gama, marinheira de convés da Marinha Mercante, construiu uma trajetória marcada por desafios, persistência e determinação.
Frases como “Não há limite para o que nós, como mulheres, podemos realizar”, atribuída à ex-primeira-dama dos Estados Unidos Michelle Obama, ajudam a resumir a trajetória de Fernanda. Ao longo do caminho, ela enfrentou obstáculos, mas seguiu em busca do próprio sonho.
Inicialmente, Fernanda decidiu seguir carreira na aviação. Ela se formou como piloto privado (PP), mas precisou interromper o curso durante a formação de piloto comercial (PC) por causa dos altos custos da formação.
“O curso de piloto está muito caro”, relatou.
Diante dessa realidade, ela buscou uma nova oportunidade profissional e encontrou espaço no setor marítimo. Assim, decidiu ingressar na Marinha Mercante, uma área que chamou sua atenção tanto pelas oportunidades quanto pela remuneração.
Formação e início no mar
Fernanda realizou a formação em Angra dos Reis (RJ) e concluiu o curso em 2023. No ano seguinte, iniciou os primeiros embarques profissionais e passou a atuar oficialmente na área.
Com isso, ela completa dois anos de atuação na profissão, período em que vem consolidando sua experiência no setor marítimo.
Desafio de ficar longe da família
Apesar da realização profissional, a rotina no mar traz desafios importantes. Segundo Fernanda, o maior deles é permanecer longos períodos embarcada, distante de casa e da família.
Ainda assim, ela afirma que segue motivada e satisfeita com a carreira escolhida.
Preconceito ainda existe, mas diminui
Fernanda também observa que o setor marítimo ainda possui presença masculina predominante. No entanto, ela acredita que esse cenário vem mudando gradualmente.
Segundo ela, cada vez mais mulheres buscam formação e espaço na profissão, mesmo que ainda em número menor.
Influência da família na escolha
Outro fator importante na decisão de seguir carreira no mar foi a influência familiar. O pai e o tio de Fernanda também atuam na área marítima, o que facilitou o contato inicial com a profissão.
“Ter pessoas da família na área ajuda muito, porque sempre temos com quem conversar e tirar dúvidas”, destacou.
Conselho para quem deseja seguir a carreira
Para quem sonha em ingressar na Marinha Mercante, Fernanda deixa um conselho direto:
“Estudem e se qualifiquem. O mercado está aquecido tanto para homens quanto para mulheres.”
A trajetória da marinheira capixaba mostra que, com dedicação e preparo, é possível abrir caminhos e conquistar espaço em profissões tradicionalmente dominadas por homens.
