
Uma ação coordenada de desinformação chamou atenção nesta terça-feira (19) após a circulação de fake news envolvendo a empresa Thompson e Duarte, em Iconha, no Sul do Espírito Santo. Perfis em redes sociais e pequenos sites sensacionalistas divulgaram, sem qualquer comprovação, uma falsa informação sobre uma suposta operação da Polícia Federal com ordens de prisão contra a empresa e seus sócios.
No entanto, após apuração, o jornal confirmou que não existe qualquer operação policial, decisão judicial ou ordem de prisão relacionada ao caso. Além disso, nenhuma ação da Polícia Federal foi registrada envolvendo a empresa nesta terça-feira.
As publicações falsas se espalharam rapidamente durante a tarde. O conteúdo utilizava linguagem alarmista e tom de “urgência” para ampliar o alcance nas redes sociais. Segundo especialistas em segurança digital, esse tipo de estratégia costuma ser usado por grupos organizados para provocar desgaste de imagem e atingir reputações.
Empresa nega acusações e anuncia medidas judiciais
Diante da repercussão, a Thompson e Duarte divulgou uma nota oficial repudiando os ataques e classificando as informações como caluniosas.
“A Thompson e Duarte vem a público esclarecer que informações inverídicas e caluniosas estão sendo divulgadas por pequenos sites, afirmando falsamente que teria ocorrido prisão e/ou operação envolvendo a empresa e seus sócios. Esclarecemos categoricamente que tais notícias são totalmente falsas”, afirmou a empresa.
A nota também destaca que não existe qualquer ação criminal, decisão judicial ou medida cautelar contra a empresa ou seus sócios. Além disso, a companhia informou que não há bloqueios de bens, restrições financeiras ou bancárias.
Por fim, a empresa informou que adotará medidas judiciais cíveis e criminais contra os responsáveis pela divulgação das informações falsas.
Especialistas alertam para atuação de milícias digitais
Especialistas em segurança digital afirmam que grupos organizados têm utilizado redes sociais e portais de baixa credibilidade para fabricar narrativas falsas contra empresas e pessoas públicas. O objetivo, segundo eles, é gerar desgaste imediato, ampliar engajamento artificial e até favorecer interesses econômicos de terceiros.
Além disso, o uso de notícias falsas pode provocar danos financeiros, prejuízos à reputação e insegurança jurídica para empresas atingidas por campanhas de difamação online.
O caso reacende o debate sobre responsabilidade digital, combate às fake news e o uso criminoso das redes sociais para disseminação de informações falsas.










