Médicos obstetras são indiciados por queimaduras em paciente durante cesárea em Colatina

Dois médicos obstetras foram indiciados por causarem queimaduras graves em uma paciente durante uma cesárea em Colatina. A investigação apontou falhas no procedimento e a paciente segue em recuperação.

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- Imagem ilustrativa criada por IA

A Polícia Civil indiciou dois médicos obstetras após eles causarem queimaduras graves em uma paciente de 18 anos durante um parto em Colatina, no Noroeste do Espírito Santo. O caso ocorreu em maio de 2025, no Hospital Santa Casa de Misericórdia.

A jovem chegou ao hospital às 8h, em trabalho de parto, e a cirurgia teve início ao meio-dia. Durante o procedimento, no entanto, um foco de incêndio atingiu a paciente. Apesar disso, a equipe médica prosseguiu com a operação e o bebê não sofreu lesões. No entanto, as queimaduras provocaram complicações graves, que exigiram a transferência da mulher para um hospital especializado em queimados, na Serra, dois dias depois.

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Paciente em recuperação e sem poder amamentar

Após a transferência, a paciente permaneceu internada por 26 dias. Durante esse tempo, ela ficou afastada do filho e não pôde amamentá-lo devido à gravidade das lesões.

Investigação revela falhas no procedimento médico

A investigação da Polícia Civil apontou que os médicos de 41 e 51 anos não seguiram os protocolos técnicos durante a cesárea. A apuração revelou que houve negligência, imprudência e imperícia durante o procedimento. Por causa dessas falhas, a paciente segue em recuperação e precisa realizar cirurgias reparadoras.

O inquérito foi encaminhado à Justiça, que agora deve analisar as evidências e tomar as decisões apropriadas sobre o caso. Até o momento, os nomes dos médicos não foram divulgados.

Hospital inicia procedimento interno para apuração

O Hospital Santa Casa de Misericórdia de Colatina, por sua vez, afirmou que não recebeu comunicação formal sobre o indiciamento dos médicos. No entanto, a instituição garantiu que instaurou um procedimento interno para apurar os fatos. A unidade também ressaltou que tem colaborado com as autoridades competentes e, por respeito às partes envolvidas, se absteve de comentar sobre o caso até que haja uma demanda judicial formalizada.