Master: defesa de Vorcaro quer acelerar delação de olho em liberdade

Advogados buscam acordo para tentar habeas corpus, enquanto investigações avançam

Arte Da Capa Da Mat Ria Do Site 1000 X 750 Px 6 1
Os advogados de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, têm pressa em fechar o acordo de delação premiada para tentar um habeas corpus o quanto antes para o banqueiro. - Imagem: Arte/Metrópoles

Os advogados de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, aceleraram as negociações para fechar um acordo de delação premiada. Com isso, a defesa pretende usar a colaboração para tentar um habeas corpus e garantir a liberdade do banqueiro.

No entanto, segundo apuração, os próprios advogados já alertaram Vorcaro de que as chances de conseguir um perdão total na Justiça são praticamente nulas, mesmo com eventual confissão e colaboração.

Pressão por colaboração ampla

A negociação enfrenta dificuldades, principalmente diante da quantidade de provas reunidas contra o empresário. Além disso, a defesa indicou que ele precisará colaborar de forma ampla e revelar os nomes de todos os envolvidos no esquema.

Ao mesmo tempo, o caso sofre forte pressão pública. Por isso, cresce a resistência a possíveis benefícios judiciais.

STF pode manter prisão

Além dessas dificuldades, o Supremo Tribunal Federal (STF) surge como outro obstáculo. Ministros da Corte tendem a manter a prisão preventiva. Dessa forma, Vorcaro pode ter que aguardar o julgamento preso.

Entenda o caso Banco Master

Daniel Vorcaro fundou e controla o Banco Master, que cresceu rapidamente ao oferecer investimentos com rendimentos acima do mercado.

O banco chegou a captar cerca de R$ 50 bilhões, principalmente por meio de CDBs. No entanto, parte desses recursos acabou em ativos de baixa liquidez, como precatórios e empresas em dificuldades. Com isso, o risco das operações aumentou.

Investigações apontam fraude e lavagem de dinheiro

A Polícia Federal identificou indícios de um esquema que inclui emissão de títulos sem lastro, operações simuladas e ocultação de recursos por meio de empresas intermediárias.

Diante dessas irregularidades, o Banco Central decretou a liquidação da instituição em novembro de 2025.

Na mesma época, a Polícia Federal prendeu Vorcaro no Aeroporto de Guarulhos, quando ele tentava embarcar para Dubai em um jato particular.

Caso ganha dimensão política

Posteriormente, a Justiça concedeu liberdade com uso de tornozeleira eletrônica. No entanto, em março deste ano, os investigadores voltaram a prender o empresário durante nova fase da operação.

A partir daí, as investigações passaram a apontar crimes mais amplos, como corrupção, lavagem de dinheiro e tentativas de intimidação contra jornalistas.

Além disso, surgiram indícios de conexões com autoridades do Banco Central, do Congresso e do Judiciário. Com isso, o caso ultrapassou o campo financeiro e passou a ter impacto político e institucional.

Isso vai fechar em 0 segundos