
A defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, negou nesta quinta-feira (12/3) a possibilidade de que o banqueiro esteja negociando um acordo de delação premiada. Circulava a expectativa de que ele pudesse colaborar com a Polícia Federal ou com a Procuradoria-Geral da República (PGR).
Os advogados afirmam que a informação é falsa e que a divulgação tem o objetivo de prejudicar a defesa neste momento sensível.
“A defesa de Daniel Vorcaro declara que são inverídicas as notícias sobre tratativas de delação premiada. Nenhum dos advogados envolvido forneceu essa informação. A divulgação visa apenas prejudicar a defesa”, diz o comunicado.
Possibilidade de delação
A hipótese de colaboração premiada ganhou força após a prisão recente de Vorcaro. Ele foi detido na terceira fase da Operação Compliance Zero. A investigação apura a venda de carteiras de crédito fraudulentas ao Banco de Brasília (BRB).
Antes de decidir sobre qualquer acordo, a Polícia Federal analisará o conteúdo dos celulares apreendidos. No momento da prisão, realizada em São Paulo, os investigadores recolheram mais três aparelhos. Assim, a PF quer compreender a dimensão do caso e identificar todos os envolvidos.
Análise de celulares
Se Vorcaro decidir colaborar, precisará apresentar provas consistentes. Também terá que indicar pessoas que estariam acima dele na organização criminosa.
Caso feche um acordo, o dono do Banco Master poderá obter benefícios legais, como redução da pena em até dois terços ou até perdão judicial.
Prisão
Atualmente, Daniel Vorcaro está detido na Penitenciária Federal de Brasília. A unidade é uma das cinco de segurança máxima no país.
