
Manifestantes se reuniram na manhã deste domingo (1º) na Avenida Paulista, em São Paulo, para cobrar justiça pela morte do cão comunitário Orelha. O ato começou por volta das 10h, no vão do Museu de Arte de São Paulo (Masp). Além disso, reuniu ativistas da causa animal, tutores de pets e moradores sensibilizados pelo caso.
Os participantes levaram cartazes, fotos do animal e compareceram acompanhados de seus cães. A mobilização buscou pressionar as autoridades por investigação rigorosa e punição aos responsáveis.
Neste fim de semana, o caso teve novos desdobramentos. A Polícia Civil de Santa Catarina retirou um dos adolescentes inicialmente apontados como suspeito da investigação direta.
Ele passou à condição de testemunha. Segundo os investigadores, a análise das imagens confirmou que ele não participou das agressões.
Na quinta-feira (29), dois adolescentes investigados retornaram ao Brasil. A Polícia Civil e a Polícia Federal identificaram a antecipação do voo durante um monitoramento conjunto.
Relembre o caso
Orelha, um cachorro comunitário de cerca de 10 anos, vivia na Praia Brava, em Florianópolis (SC), e morreu no início de janeiro após ser agredido por um grupo de adolescentes. O caso de maus-tratos gerou comoção nacional.
No dia 26 de janeiro, a Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Proteção Animal (DPA) e da Delegacia de Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei (Deacle), cumpriu mandados de busca e apreensão nas residências dos adolescentes envolvidos e de seus responsáveis legais.
A investigação também apura a atuação de adultos suspeitos de coagir testemunhas. Segundo a polícia, quatro adolescentes foram identificados como suspeitos das agressões e três familiares são investigados por possível interferência no andamento do processo.
