Centenas de pessoas se reuniram neste domingo na Avenida Paulista, em São Paulo, para pedir justiça pela morte do cão comunitário Orelha. O protesto ocorreu em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), um dos principais pontos de mobilização popular da capital paulista. O ato reuniu ativistas da causa animal, tutores de pets e cidadãos sensibilizados pelo caso.
Durante a manifestação, participantes levaram seus próprios animais de estimação. Além disso, exibiram cartazes contra os maus-tratos e pedindo punição aos responsáveis. Fotos de Orelha também marcaram presença. Em vários momentos, o nome do cão foi entoado em coro e seguido de aplausos.
Para os manifestantes, Orelha se tornou um símbolo nacional da luta contra a violência animal. Ao mesmo tempo, representa a cobrança por investigações rigorosas e responsabilização exemplar. Segundo os organizadores, a mobilização busca manter o caso em evidência. Dessa forma, pretende pressionar as autoridades por mais celeridade nas investigações.
Também houve discursos em defesa de políticas públicas mais duras de proteção animal. Entre os pontos citados, estiveram o fortalecimento da fiscalização e a aplicação de penas mais severas para crimes de maus-tratos. Ainda assim, os participantes destacaram a importância da educação e da conscientização da sociedade.
Além de São Paulo, atos semelhantes estão previstos para os próximos dias em outras capitais. Entre elas, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília. A expectativa é ampliar a mobilização nacional. Com isso, reforçar o debate sobre a proteção de animais comunitários, que vivem em espaços públicos e dependem do cuidado coletivo.
O caso de Orelha gerou forte comoção nas redes sociais. Ao mesmo tempo, reacendeu discussões sobre responsabilidade, educação e a aplicação efetiva da legislação brasileira de proteção animal.
