
O Corinthians vive uma situação importante no extracampo. A equipe teve seu Regime Centralizado de Execuções (RCE) ratificado por 17 votos a 7, em julgamento realizado pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo.
Dessa forma, o cenário é favorável ao clube, e a recuperação do Timão deve influenciar cotações em sites de apostas. Saiba quando apostar e quando parar.
Ao lado do Corinthians, os escritórios Mubarak e Mandel atuaram com o apoio da presidência e vice-presidência, além de diretores jurídicos e financeiros. Uma comissão de membros do Conselho Deliberativo também esteve envolvida.
Após a vitória no tribunal, o Timão comemorou nas redes sociais:
“O clube agradece a atuação de todos e exalta que a decisão pelo RCE, em conjunto com o controle de gastos, o aumento das receitas e a adoção de outras medidas centralizadoras de dívidas, são imprescindíveis para que o clube consiga a sua reorganização jurídico-financeira”, escreveu o clube.
Como fica a situação?
O Corinthians apresentou em fevereiro um documento detalhando que pretende quitar R$ 367 milhões do total de R$ 2,4 bilhões em dívidas nos próximos 10 anos, destinando 4% de suas receitas mensais.
Vale destacar que os valores ainda serão corrigidos pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPCA). Com o regime, o Corinthians não sofrerá bloqueios judiciais em suas contas, embora alguns credores tenham tentado derrubar o projeto.
Confira o detalhamento das dívidas do clube:
- Dívidas da Neo Química Arena: cerca de R$ 677 milhões
- Dívidas Tributárias: aproximadamente R$ 817 milhões
- Dívidas Cíveis e Trabalhistas: cerca de R$ 926 milhões
Com a homologação da Justiça, os credores farão cobranças dentro dos termos do plano e, com os pagamentos, as dívidas serão quitadas de forma automática, permitindo ao clube maior estabilidade também dentro do futebol.
“Iremos procurar nossos credores para aprovar e organizar nosso fluxo de pagamentos. Esta é mais uma medida que visa reorganizar o Corinthians”, comemorou o presidente do Corinthians, Augusto Melo, em vídeo.
Ex-patrocinador entrou com ação, mas o Timão venceu
A PixStar, detentora da casa de apostas Pixbet e patrocinadora do Corinthians em 2023, tentou barrar o processo, argumentando que o clube não poderia acionar o mecanismo de homologação do plano.
A empresa solicitou o desbloqueio de R$ 19 milhões retidos na Justiça, mas não obteve êxito. Assim, o valor segue bloqueado. Além disso, com a decisão favorável ao Timão, o clube não poderá ter verbas bloqueadas, o que representa mais uma vitória jurídica.
“Esta é mais uma vitória importante na reorganização jurídico-financeira do clube, e reforça o compromisso do Corinthians de pagar todos os seus credores, de forma organizada e sem que ocorram reiterados bloqueios em suas contas”, declarou o clube alvinegro em comunicado.
Vale destacar que não é possível realizar uma nova votação, mas ainda poderão ocorrer novos pedidos ao Tribunal de Justiça de São Paulo.