
Juiz converteu prisão em preventiva, autorizou exame de sanidade mental e transferência para presídio da Marinha.
A Justiça converteu em prisão preventiva a detenção do sargento da Marinha suspeito de matar o vizinho Carlos Alberto dos Santos, de 61 anos, em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A audiência de custódia ocorreu nesta quarta-feira (15). Além disso, o juiz Leonardo Cohen Prado autorizou a transferência do militar, de 34 anos, para o Presídio da Marinha, no Rio de Janeiro, e determinou a instauração de um incidente de insanidade mental para avaliar sua capacidade penal.
Segundo documentos obtidos pela imprensa, o militar possui diagnósticos de síndrome de burnout, psicose, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e esquizofrenia. Além disso, ele já havia sido condenado por matar um pastor com uma espada, em 2014, no Distrito Federal. Para o magistrado, os antecedentes criminais e o uso de uma arma com numeração raspada reforçam a necessidade da prisão preventiva.
De acordo com a investigação, câmeras de segurança registraram parte da ação. As imagens mostram a vítima saindo de casa e o suspeito se aproximando do veículo antes dos disparos. Apesar disso, o sargento alegou à polícia que agiu em legítima defesa após o vizinho invadir sua residência com uma faca. No entanto, o juiz apontou contradições no depoimento e destacou que o militar não informou o paradeiro das cápsulas das munições. A Marinha do Brasil lamentou o crime, prestou solidariedade à família da vítima e reafirmou repúdio a qualquer conduta ilegal.











