Justiça bloqueia R$ 1 milhão de empresa investigada por pirâmide financeira no ES

Investigação aponta promessas de lucro fora da realidade, desvio de dinheiro e ligação com a Operação Lastro Zero

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Imagem ilustrada e gerada por IA. -

A Justiça do Espírito Santo bloqueou mais de R$ 1 milhão de uma empresa investigada por suposto esquema de pirâmide financeira em São Mateus, no Norte do Estado.

A decisão saiu nesta segunda-feira (18) e partiu da 2ª Vara Cível do município. O processo segue em segredo de Justiça porque a investigação continua em andamento.

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Por esse motivo, a Justiça não divulgou os nomes dos empresários nem das empresas envolvidas.

O juiz Lucas Modenesi Vicente destacou que os investigados já haviam sido alvo da Operação Lastro Zero, realizada pela Polícia Federal em fevereiro deste ano.

A Justiça tomou a decisão após dois moradores entrarem com pedido liminar. Eles afirmam ter investido cerca de R$ 1,9 milhão no suposto negócio financeiro.

Segundo as vítimas, os investigados prometiam lucros altos e rápidos. No entanto, a Justiça considerou os rendimentos oferecidos impraticáveis.

Empresas atuavam sem autorização

A decisão judicial aponta que as empresas operavam sem autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e do Banco Central (Bacen).

Por isso, a Justiça considerou nulos os contratos firmados com os investidores.

Além disso, a investigação identificou ligação direta entre duas empresas usadas no esquema. Uma delas surgiu em agosto de 2024 no mesmo endereço da empresa principal.

De acordo com os autos, a segunda empresa funcionava como caixa financeiro da operação.

PF aponta uso de dinheiro em apostas

A Polícia Federal informou que os investigados desviavam os valores recebidos para contas pessoais.

Além disso, os investigadores afirmam que parte do dinheiro foi usada em plataformas de apostas online e compra de criptomoedas.

Para a PF, a movimentação indica tentativa de esconder a origem do dinheiro.

Operação Lastro Zero

A Polícia Federal cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em São Mateus durante a Operação Lastro Zero.

Durante a ação, os agentes prenderam um dos investigados em flagrante por posse irregular de arma de fogo.

A investigação começou após uma vítima denunciar a entrega de um imóvel como investimento em um suposto negócio de alta rentabilidade.

Segundo a PF, os investigados venderam o imóvel por um valor abaixo do mercado, o que causou prejuízo à vítima.

Os suspeitos podem responder por crimes contra o sistema financeiro nacional, lavagem de dinheiro e posse irregular de arma de fogo. Somadas, as penas podem ultrapassar 20 anos de prisão.