Jovens fingem ser parentes e furtam mais de R$ 700 mil em apartamento no ES

Grupo usou informações da internet para enganar portaria e agir dentro do imóvel

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Imagem ilustrada e criada por IA -

Duas jovens fingiram ser parentes de uma moradora e invadiram um apartamento de alto padrão na Praia da Costa, em Vila Velha. Em seguida, elas furtaram mais de R$ 700 mil em dinheiro, joias e outros bens.

O crime aconteceu em 2024. No entanto, a Polícia Civil concluiu a investigação apenas neste ano. As apurações mostram que as suspeitas integram uma quadrilha especializada em furtos a imóveis de luxo.

Como o crime aconteceu

As jovens chegaram ao prédio e abordaram a zeladora, que estava na portaria. Elas afirmaram que eram netas da proprietária e disseram que iriam até o apartamento.

A funcionária desconfiou e informou que faria contato com a dona do imóvel. Nesse momento, uma das suspeitas se exaltou, gritou e pressionou a funcionária.

Diante da situação, a zeladora liberou a entrada.

Logo depois, as criminosas subiram até o apartamento, arrombaram a porta e permaneceram cerca de 40 minutos no local. Em seguida, saíram com duas malas cheias de bens.

Fuga e estratégia do grupo

Após o furto, as suspeitas deixaram o local em um carro que já aguardava do lado de fora. Em seguida, elas foram até uma hospedagem e deixaram o estado no dia seguinte.

Segundo a polícia, o grupo costuma permanecer apenas uma noite nas cidades onde comete os crimes. Dessa forma, dificulta a identificação.

As investigações localizaram a hospedagem por meio do rastreamento de um aparelho levado no furto.

Quadrilha organizada

Além das duas jovens, outros integrantes participaram do crime. Entre eles, estão um homem de 43 anos e uma mulher de 20, que davam suporte à ação.

De acordo com a Polícia Civil, a quadrilha atua de forma estruturada. O grupo escolhe vítimas com base em dados obtidos na internet, inclusive na deep web.

Com essas informações, os criminosos analisam o perfil das vítimas, planejam a ação e executam os furtos com precisão.

Investigação

A Polícia Civil identificou as suspeitas por meio de imagens de segurança e cruzamento de dados. Agora, as autoridades seguem na busca por outros envolvidos.