Jovem esfaqueada mais de 30 vezes ao negar pedido de namoro tem alta.

Alana Rosa, de 20 anos, foi atacada em 6 de fevereiro, em São Gonçalo (RJ).

Foto: Reprodução/Instagram -

Alana Anísio Rosa, de 20 anos, recebeu alta hospitalar na tarde desta quarta-feira (4/3), quase um mês após ter sido brutalmente esfaqueada. O ataque ocorreu em 6 de fevereiro, quando o suspeito, Luiz Felipe Sampaio, invadiu a casa da jovem em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Ele foi preso no mesmo dia.

O caso ganhou repercussão nacional depois que a mãe da estudante, Jaderluce Anísio de Oliveira, passou a cobrar justiça diariamente por meio das redes sociais. Em um perfil criado durante a internação da filha, ela relatou que o suspeito era obcecado por Alana, mesmo sem nunca ter tido um relacionamento com ela. Segundo a mãe, o crime teria sido motivado após a jovem recusar, de forma educada, qualquer envolvimento amoroso, afirmando que estava focada nos estudos.

Durante o período em que Alana esteve internada, o perfil da mãe ultrapassou 130 mil seguidores. Após a alta, Jaderluce publicou um vídeo mostrando o momento em que a filha deixava o hospital rumo à casa da família e agradeceu à equipe médica pelo atendimento prestado.

No dia do ataque, Alana foi socorrida em estado grave. Ela passou por cirurgias e chegou a respirar com a ajuda de aparelhos.

Obsessão e ataque

De acordo com familiares, Luiz Felipe desenvolveu uma fixação pela jovem. Ele morava no mesmo bairro e teria tentado se aproximar diversas vezes, enviando flores e chocolates. Ainda segundo a mãe, Alana nunca correspondeu às investidas.

Em relatos publicados nas redes sociais, Jaderluce afirmou que o suspeito criou uma narrativa de romance inexistente. A estudante teria agradecido os presentes, mas deixou claro que não pretendia namorar naquele momento, pois desejava se dedicar aos estudos. O sonho dela é cursar Medicina.

Para a família, a negativa pode ter motivado o ataque. A mãe também relatou que a filha sofreu diversos ferimentos pelo corpo e classificou a recuperação como um milagre.

O caso segue sob investigação.