Jordano Gasperazzo é novo delegado-geral da Polícia Civil no ES após saída de Darcy Arruda

Novo delegado-geral chega com foco em tecnologia, inteligência e reestruturação das investigações no estado.

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- Foto: Divulgação G1

O governador Ricardo Ferraço anunciou, nesta segunda-feira (6), o delegado Jordano Bruno Gasperazzo Leite como novo chefe da Polícia Civil do Espírito Santo. A reunião ocorreu no Palácio Anchieta, em Vitória. Com isso, Jordano passa a comandar a corporação no lugar de José Darcy Arruda, que deixou o cargo na última semana.

Arruda pediu exoneração após denúncia encaminhada à Polícia Federal. Ainda assim, ele afirmou que a decisão também ocorreu por motivos de saúde.


Com a nomeação, o governo busca reforçar a modernização da segurança pública. Além disso, a gestão pretende ampliar a eficiência das investigações em todo o estado.

Atualmente, Jordano ocupava o cargo de subsecretário de Estado de Inteligência. Nesse sentido, ele ganhou destaque pelo uso de tecnologia e pela implementação de estratégias operacionais.

Por isso, a escolha indica uma aposta direta em resultados mais rápidos e integrados.


Natural de Vitória, Jordano é formado em Direito pelo Centro Universitário do Espírito Santo (Unesc). Além disso, possui especializações em Direito Público e em Políticas e Gestão em Segurança Pública.

Ao longo da carreira, ele atuou em diferentes frentes. Inicialmente, comandou delegacias em Fundão, João Neiva e Praia Grande. Em seguida, liderou unidades especializadas.

Entre elas, destacam-se as delegacias de Segurança Patrimonial, Crimes Contra Transporte de Pessoas e Cargas e Roubo a Bancos. Dessa forma, acumulou experiência tanto operacional quanto administrativa.


A saída de Darcy Arruda ocorreu logo após denúncia apresentada pelo delegado Alberto Roque Peres à Polícia Federal. O documento aponta suspeita de coação à testemunha.

Além disso, a denúncia cita outros possíveis crimes. Entre eles, estão denunciação caluniosa, abuso de autoridade, prevaricação e obstrução de investigação.

Posteriormente, Alberto prestou depoimento na esfera federal e encaminhou o material ao Ministério Público do Espírito Santo.


Durante entrevista ao programa Fantástico, da TV Globo, Alberto confirmou informações recebidas de um criminoso. Segundo o relato, um policial civil teria ligação com o tráfico de drogas no estado.

Antes da exibição da reportagem, Arruda afirmou nas redes sociais que o delegado seria investigado pela Corregedoria. Além disso, declarou que a corporação não tinha conhecimento das informações enviadas à Polícia Federal.

Na sequência, ele determinou a abertura de investigação interna. No entanto, Alberto classificou a medida como retaliação.

Segundo ele, a ação ocorreu após colaboração com a investigação federal. Além disso, o delegado apontou risco à segurança de testemunhas.


O caso também se conecta à Operação Turquia. A ação é conduzida pelo Gaeco, do Ministério Público do Espírito Santo, em parceria com a Polícia Federal, por meio da Ficco-ES.

A investigação apura a atuação de policiais do Denarc e de traficantes ligados a uma facção criminosa. Além disso, os investigadores analisam o desvio e a venda de armas e drogas apreendidas.

Entre os citados está o policial Eduardo Tadeu Ribeiro Batista da Cunha, conhecido como Dudu. Segundo o documento, a Corregedoria já havia recebido indícios contra ele desde 2017.


Em nota, Darcy Arruda negou qualquer tentativa de coação. Segundo ele, houve apenas um convite para que o delegado apresentasse documentos à Polícia Federal.

Além disso, informou que solicitou à Corregedoria o levantamento de investigações envolvendo Eduardo Tadeu. Também pediu o desarquivamento de documentos antigos.

Arruda afirmou ainda que não conhece o policial pessoalmente. Por outro lado, o delegado Alberto e o advogado Fábio Marçal não comentaram o caso. Da mesma forma, a defesa de Eduardo Tadeu não se manifestou.

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