Jackson Rangel: a trajetória de um nome polêmico do jornalismo

Jackson Rangel esta com cerca de 40 anos de atuação no jornalismo, com passagens por importantes veículos e criação da Folha do ES. Além da comunicação, também atuou na política e enfrentou desafios marcantes ao longo da carreira. Sua trajetória reúne empreendedorismo, críticas ao sistema e episódios que geraram repercussão naciona

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Jackson Rangel soma quase cinco décadas de atuação no jornalismo e acumula passagens marcantes pela comunicação e política capixaba - Foto: Montagem/ Folha do ES

Por Krislayni Alves

Com cerca de 40 anos de estrada no jornalismo, Jackson Rangel acumula passagens por veículos que marcaram época. Ele começou no jornal Arauto. Em seguida, atuou como redator na Rádio Cachoeiro.

Depois disso, passou pela Rádio Tribuna e trabalhou na sucursal de A Tribuna instalada no município. Além disso, também foi repórter em A Gazeta e correspondente do Jornal do Brasil.

Além da redação, ele viveu o outro lado da notícia. Nos anos 80, atuou como secretário de comunicação do governo Valadão. Já na década de 90, assumiu o cargo de chefia de comunicação.

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Memórias de Jackson Rangel, edição especial Leia 2009

Jackson foi o responsável por criar a Folha do ES, que se tornou um dos diários mais lidos do estado em pouco tempo. Além disso, idealizou a revista Leia, focada na área social.

Mesmo com um currículo extenso, ele se define de forma curiosa:
“Sou uma pessoa estranha, comum, resultado de tudo que vivi”, diz.

Jackson afirma que estabeleceu seu próprio destino. No entanto, também sente o peso da atualidade:
“Sou censurado, pois não posso falar o que penso. Sonho com um mundo sem filtros”.

Em 2014, ele decidiu testar sua influência nas urnas e se candidatou a deputado federal. Segundo ele, o plano não era exatamente uma lista de mudanças para o país, mas sim um desafio pessoal.

“Foi um desafio aos meus críticos”, explica.

Ele conta que queria sentir na pele o que é ser político. Havia um propósito naquela decisão: não ser questionado por não ter tentado.

Mesmo ficando inelegível por conta de problemas com um sócio, ele afirma que não se arrepende.
“Me senti realizado, não só critiquei como tentei”.

Jackson acredita que seria um político diferente. Além disso, afirma que não conseguiria ficar calado diante de qualquer sinal de corrupção.

Um dos pontos mais marcantes e recentes de sua trajetória envolve o judiciário brasileiro.

Jackson afirma que seu nome apareceu em documentos do Tesouro Nacional americano. Além disso, ele menciona que foi o único jornalista a permanecer preso por um ano no contexto dos vazamentos envolvendo o ministro Alexandre de Moraes.

Para ele, o principal problema do Brasil atualmente é o que chama de “sistema”. Ele define isso como um conjunto de instituições que, segundo sua visão, favorecem os mais poderosos.

“A mudança é algo necessário”, afirma.

O jornalista relata que passou 368 dias preso por causa de cinco frases publicadas na rede social X. Por fim, ele avalia que o país vive um ciclo contínuo em que vozes críticas acabam sendo sufocadas.

VEJA TAMBÉM A EDIÇÃO REVISTA LEIA 2009 ( HOMENAGEM AOS 28 ANOS DE JORNALISMO):

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