
O Ministério das Relações Exteriores publicou, nesta quinta-feira (12), um alerta direcionado a brasileiros que pensam em se alistar em forças armadas de outros países. O Itamaraty tomou a iniciativa diante do avanço de conflitos internacionais, como as guerras na Ucrânia e em Israel.
Segundo o ministério, cresce o número de brasileiros que perdem a vida nesses confrontos. Por isso, a pasta decidiu reforçar a orientação pública. “Tem sido registrado aumento no número de casos de nacionais brasileiros que perdem suas vidas em tais conflitos”, informou o órgão.
O alerta ganhou ainda mais repercussão após a morte do paraense Wesley Adriano Silva, voluntário que atuava na guerra da Ucrânia. De acordo com informações divulgadas, ele morreu após ser atingido por fogo de artilharia. Desde o início do conflito, pelo menos 22 brasileiros morreram em combate.
Itamaraty aponta dificuldades para deixar o combate
Além dos riscos diretos, o ministério destacou outro problema recorrente. Muitos brasileiros enfrentam obstáculos quando tentam abandonar o front depois de assinar contrato com forças estrangeiras.
Conforme explicou o Itamaraty, os próprios termos firmados entre os voluntários e os exércitos de outros países podem limitar a assistência consular. Dessa forma, o governo brasileiro nem sempre consegue atuar de maneira ampla nesses casos.
Governo alerta para consequências legais
Além do risco à vida, o Itamaraty também chamou atenção para possíveis implicações jurídicas. Brasileiros que se alistam em forças estrangeiras podem responder tanto perante tribunais internacionais quanto na Justiça brasileira, caso descumpram tratados e convenções dos quais o Brasil participa.
Além disso, o ministério lembrou que o governo não tem obrigação legal de custear passagens de retorno ao país para cidadãos que decidam deixar áreas de conflito.
Por fim, o Itamaraty reforçou a recomendação de forma direta: brasileiros devem recusar convites ou ofertas para integrar exércitos estrangeiros. Segundo o órgão, essa decisão evita riscos extremos e possíveis consequências jurídicas futuras.ejam recusadas”.
