Irã afirma controlar estreito de Ormuz e lança mísseis

Guarda Revolucionária diz ter domínio da rota estratégica do petróleo, enquanto Trump afirma que a Marinha dos EUA pode escoltar petroleiros na região.

- Foto : 2026 PLANET LABS PBC / AFP

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou nesta quarta-feira (4) que assumiu o controle total do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta para o transporte de petróleo.

A corporação divulgou a informação em comunicado reproduzido pela agência iraniana Fars. Segundo o texto, a Marinha da República Islâmica passou a dominar a passagem marítima localizada na entrada do Golfo Pérsico.

“O Estreito de Ormuz está sob controle total da Marinha da República Islâmica”, declarou Mohamad Akbarzadeh, comandante das forças navais da Guarda Revolucionária.

O estreito concentra uma das principais rotas de petróleo do mundo. Por isso, qualquer ameaça de bloqueio eleva imediatamente a tensão no mercado internacional e preocupa governos e empresas de energia.

Trump fala em escolta de petroleiros

Diante da escalada militar, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na terça-feira (3) que a Marinha americana poderá escoltar petroleiros que atravessarem o Estreito de Ormuz.

Segundo ele, os Estados Unidos podem adotar a medida caso a situação na região se agrave. A declaração ocorreu após novas ameaças de bloqueio feitas por Teerã.

Irã diz ter lançado mais de 40 mísseis

Ainda nesta quarta-feira, a Guarda Revolucionária informou que lançou mais de 40 mísseis contra alvos americanos e israelenses.

De acordo com comunicado exibido pela televisão estatal iraniana, o ataque integra a 17ª fase da operação “Promessa Honesta-4”. O governo iraniano apresentou a ofensiva como resposta aos ataques recentes contra seu território.

“Há algumas horas realizamos a 17ª onda da operação Promessa Honesta-4 com o lançamento de mais de 40 mísseis contra alvos americanos e sionistas”, informou o comunicado.

As autoridades iranianas ainda não divulgaram os locais atingidos nem confirmaram possíveis danos ou vítimas.

Enquanto isso, a escalada de ataques no Golfo Pérsico aumenta o risco de um confronto militar mais amplo na região, envolvendo diretamente Irã, Estados Unidos e Israel.