A morte de menino em legítima defesa, segundo a Polícia Civil de São Paulo, ocorreu durante uma operação policial no Morro São Bento, em Santos. O caso envolveu Ryan da Silva Andrade Santos, de 4 anos, morto em novembro de 2024, e teve as circunstâncias detalhadas em relatório final da investigação.
Morte de menino em legítima defesa durante operação policial
De acordo com a Polícia Civil, os policiais militares entraram na comunidade para apurar uma denúncia de tráfico de drogas. No entanto, suspeitos reagiram à abordagem e iniciaram um confronto armado. Diante disso, os agentes efetuaram disparos para se defender.
Na época, a morte de menino em legítima defesa, conforme aponta a investigação, causou forte comoção entre moradores da região. Por esse motivo, a Divisão Especializada de Investigações Criminais conduziu o caso sob segredo de Justiça. Além disso, a Polícia Militar instaurou um Inquérito Policial Militar para apurar a atuação dos agentes.
Investigação aponta confronto e ricochete
Durante o confronto, os policiais balearam o adolescente Gregory Ribeiro Vasconcelos, apontado como um dos autores dos disparos contra a equipe. Ele não resistiu aos ferimentos. Além disso, outro adolescente foi atingido e apreendido em flagrante.
Segundo a apuração, um dos disparos acabou atingindo Ryan. Laudos periciais identificaram que o projétil era de calibre 12, compatível com armamento da Polícia Militar. Ainda assim, a Polícia Civil destacou que os tiros ocorreram em sentidos opostos.
Na conclusão do inquérito, a corporação reforçou que a morte de menino em legítima defesa teve como hipótese mais provável o ricochete do projétil em uma superfície inferior.
Laudos reforçam tese de legítima defesa
Os laudos apontaram que a criança estava em um ponto elevado e distante da troca de tiros. Além disso, o projétil percorreu cerca de 70 metros antes de atingir a vítima. Os exames indicaram que a bala chegou ao corpo com energia reduzida, apresentando abaulamento e marcas de atritamento.
O laudo necroscópico do Instituto Médico Legal concluiu que a morte ocorreu por anemia aguda, causada por hemorragia interna traumática decorrente de lesão no fígado. A trajetória do projétil, de baixo para cima, também reforçou a hipótese de ricochete.
Versões apresentadas à polícia
Uma testemunha próxima à família afirmou que a criança brincava na rua quando os disparos começaram. Segundo esse relato, não houve reação armada e apenas uma motocicleta foi vista no local.
Por outro lado, os policiais relataram que cerca de dez pessoas atiraram contra a equipe. Um dos militares afirmou ter efetuado sete disparos com espingarda calibre 12 para se proteger. Após o confronto, os agentes prestaram socorro.
Por fim, a Secretaria da Segurança Pública informou que encaminhou o inquérito à Justiça no início de fevereiro. O Inquérito Policial Militar também foi concluído e enviado ao Tribunal de Justiça Militar.
