
A Justiça afastou um instrutor de uma entidade esportiva de São José dos Campos (SP) após denúncias de importunação sexual e assédio contra atletas, a maioria adolescentes. Segundo a Defensoria Pública, ele aproveitou a posição de autoridade para fazer contatos físicos sem consentimento. Além disso, o investigado observava o corpo das atletas de forma insistente e fazia comentários inadequados. Por isso, a liminar proibiu qualquer aproximação ou contato com vítimas e testemunhas. O processo tramita em segredo de Justiça.
De acordo com a Defensoria, atletas, familiares e testemunhas relataram diversos episódios semelhantes. Além disso, a ação reúne boletins de ocorrência e depoimentos. Ainda segundo o órgão, os casos indicam um padrão de comportamento contra diferentes atletas. No entanto, as vítimas afirmam que buscaram ajuda na entidade esportiva e junto às autoridades. Mesmo assim, elas não receberam proteção efetiva. Dessa forma, a Justiça determinou que a entidade permita a presença de responsáveis durante os treinos. Também determinou que as atletas possam portar celulares e gravar vídeos das atividades.
Por fim, a Prefeitura de São José dos Campos deverá fiscalizar a entidade esportiva e as equipes vinculadas ao programa municipal. Caso descumpra a decisão, poderá pagar multa diária de R$ 1 mil, limitada inicialmente a R$ 50 mil. Enquanto isso, o defensor público Júlio Camargo de Azevedo afirmou que a medida busca interromper um possível ciclo de violência de gênero. Além disso, a decisão pretende proteger as vítimas já identificadas e futuras atletas que participarem dos projetos esportivos.











