
O incêndio que atingiu o Arquivo Geral e parte do Almoxarifado do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), na Serra, destruiu cerca de 1,05 milhão de processos físicos já encerrados e mais de 10 mil bens inservíveis. Apesar dos prejuízos, o tribunal garantiu que nenhum serviço judicial será interrompido, já que todos os processos em tramitação atualmente são eletrônicos.
Durante coletiva de imprensa nesta terça-feira (21), a presidente do TJES, desembargadora Janete Vargas Simões, informou que o galpão armazenava aproximadamente 2,1 milhões de processos. Desse total, cerca de 25% já estavam digitalizados e outros 25% aguardavam descarte, reduzindo a perda efetiva para metade do acervo físico. Além disso, o fogo destruiu bens com valor contábil estimado em R$ 1 milhão. O tribunal também informou que os processos atingidos estavam definitivamente encerrados, sem possibilidade de novos recursos.
O TJES criou um comitê emergencial para acompanhar a ocorrência e vai investigar as causas do incêndio em conjunto com a Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros. Segundo o tribunal, o imóvel possuía Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) válido, seguro contra incêndio, vigilância presencial e monitoramento por câmeras. Ainda assim, a instituição informou que avalia desocupar o galpão remanescente e renegociar o contrato de locação do imóvel após a destruição provocada pelas chamas.










