Pesquisadores em cibersegurança alertam para o uso da inteligência artificial (IA) na criação de vírus. Um exemplo recente é o malware VoidLink, identificado pela empresa Check Point Software, que se tornou funcional em menos de uma semana graças à tecnologia.
Até agora, o vírus não infectou sistemas reais. No entanto, especialistas dizem que ele pode ser vendido como produto malicioso ou usado contra alvos específicos. O VoidLink ataca sistemas de computação em nuvem baseados em Linux e identifica o ambiente em que opera, adaptando seu comportamento para escapar das ferramentas de proteção.
A velocidade de desenvolvimento impressiona: o vírus acumulou mais de 88 mil linhas de código em apenas sete dias, quando normalmente levaria meses. Pesquisadores também encontraram arquivos detalhados e bem formatados, características de modelos de linguagem avançados usados em IA.
Segundo a Check Point Software, a primeira versão ainda estava em desenvolvimento, mas a IA acelerou a criação de um código mais sofisticado e funcional. O caso evidencia como hackers usam tecnologias avançadas para criar ameaças digitais complexas. Por isso, especialistas reforçam que empresas e governos devem manter suas defesas cibernéticas sempre atualizadas.
FONTE: G1
