Homem acusado de matar ex-mulher a tiros por não aceitar fim do relacionamento vai a júri popular

Réu responde por feminicídio; crime ocorreu após término do relacionamento.

- Imagem ilustrativa criada por IA

A Justiça levará a júri popular o homem acusado de matar a ex-mulher com tiros na cabeça, após não aceitar o fim do relacionamento, em São José do Rio Preto (SP). O Ministério Público denunciou o réu por feminicídio e sustentou que ele agiu por inconformismo com a separação.

Segundo a investigação, a vítima decidiu encerrar o relacionamento. No entanto, o acusado não aceitou a decisão. De acordo com a apuração policial, ele perseguiu a ex-companheira e efetuou os disparos que causaram a morte ainda no local.

A Polícia Civil coletou depoimentos, reuniu provas técnicas e encaminhou o inquérito ao Ministério Público. Com base nesse conjunto de evidências, a Promotoria apresentou denúncia por feminicídio, crime previsto quando o assassinato ocorre em contexto de violência doméstica ou por menosprezo à condição de mulher.

Além disso, testemunhas relataram discussões anteriores ao crime. A investigação também apontou comportamento possessivo por parte do acusado. Diante desses elementos, o Judiciário decidiu submeter o caso ao Tribunal do Júri.

No júri popular, sete jurados analisarão as provas e decidirão se condenam ou absolvem o réu. Caso reconheçam a prática de feminicídio, a pena pode ultrapassar 20 anos de prisão, já que a legislação classifica o crime como hediondo e prevê agravantes.

Enquanto familiares aguardam o julgamento, o caso reforça o alerta sobre a violência contra a mulher no país. Embora leis mais rígidas tenham avançado, os índices de feminicídio seguem altos. Por isso, especialistas defendem políticas públicas mais eficazes, além de ações preventivas e educativas.

Assim, o julgamento não trata apenas da responsabilização individual. Ele também reacende o debate sobre proteção às mulheres e enfrentamento à violência de gênero no Brasil.