Os ataques dos EUA e Israel ao Irã iniciaram na madrugada desta sexta-feira (28) e marcaram uma nova fase de confronto direto no Oriente Médio. Explosões atingiram Teerã, Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah, enquanto forças americanas e israelenses miraram instalações militares, bases de mísseis e estruturas ligadas ao programa nuclear iraniano.
Autoridades de Washington e Tel Aviv afirmaram que as operações — batizadas de “Roaring Lion” por Israel e “Operation Epic Fury” pelos Estados Unidos — têm como objetivo reduzir drasticamente a capacidade nuclear e balística do Irã. Além disso, fontes internacionais apontam que alvos estratégicos incluíram integrantes da Guarda Revolucionária e lideranças políticas.
O presidente dos EUA confirmou a ofensiva em pronunciamento oficial e declarou que pretende “eliminar a ameaça nuclear iraniana”. Ao mesmo tempo, mencionou a possibilidade de mudança de regime no país, o que ampliou a tensão diplomática.
Resposta imediata do Irã
Logo após os bombardeios, o Irã lançou ondas de mísseis balísticos e drones contra Israel e contra bases militares americanas na região. Sirenes soaram em diversas cidades israelenses, enquanto países do Golfo entraram em alerta máximo.
Relatos iniciais indicam impactos próximos a aeroportos e instalações estratégicas nos Emirados Árabes Unidos, no Qatar e no Bahrein. Como consequência, voos foram suspensos em áreas sensíveis, incluindo Dubai.
Além disso, grupos aliados ao Irã — como Hezbollah e Houthis — podem ampliar a ofensiva nos próximos dias, o que aumenta o risco de uma guerra regional de grandes proporções.
Mortes e destruição
A mídia iraniana reporta dezenas de mortos, incluindo vítimas civis. Um dos ataques teria atingido uma escola de meninas na cidade de Minab, com pelo menos 51 mortes segundo veículos locais.
Do lado israelense e americano, autoridades confirmaram danos estruturais, porém ainda não divulgaram números oficiais de baixas. O cenário permanece em atualização constante.
Negociações fracassadas e escalada militar
Os ataques ocorreram poucos dias após o impasse nas negociações indiretas sobre o programa nuclear iraniano, mediadas por Omã em Genebra. Como não houve avanço concreto, o ambiente diplomático deteriorou rapidamente.
Enquanto isso, Israel e EUA sustentam que o Irã avançava em capacidade nuclear estratégica. Por outro lado, Teerã classifica a ofensiva como “agressão direta” e promete resposta proporcional.
Reações internacionais
A Rússia condenou os ataques e alertou para risco de “catástrofe global”. A China acompanha a crise com cautela, já que mantém relações econômicas e energéticas com o Irã.
Países do Golfo elevaram o nível de segurança, enquanto o Brasil manifestou “grave preocupação” e pediu contenção imediata.
Impactos econômicos imediatos
A escalada já pressiona o mercado internacional de petróleo. Analistas apontam que qualquer bloqueio no Estreito de Ormuz pode afetar diretamente o abastecimento global de energia.
Além disso, bolsas internacionais operam sob volatilidade, enquanto investidores buscam ativos considerados mais seguros.
Cenário incerto
O conflito entre EUA, Israel e Irã entrou em fase crítica e pode redefinir o equilíbrio geopolítico do Oriente Médio. Caso a escalada continue, o confronto poderá envolver múltiplos países e provocar impactos econômicos globais significativos.
A situação segue em rápida evolução.
