
O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aprovou na sexta-feira (6/3) a venda de armamentos a Israel no valor de US$ 151,8 milhões. Por isso, usou poderes de “emergência” para dispensar a revisão obrigatória pelo Congresso.
O Departamento de Estado, por meio do Escritório de Assuntos Político-Militares, informou que o pacote inclui 12 mil bombas de uso geral modelo BLU-110A/B, com 453 quilos cada. Além disso, o acordo prevê serviços de engenharia, logística e suporte técnico.
O secretário de Estado afirmou que a situação exige entrega imediata dos equipamentos a Israel. Portanto, autorizou a operação sem passar pelo Congresso. A Repkon USA, sediada em Garland, Texas, será o principal contratante. Parte das bombas, por sua vez, sairá de estoques militares já existentes nos Estados Unidos.
A decisão ocorre durante a escalada militar no Oriente Médio. Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel realizaram ataques contra o Irã. Mais de mil pessoas morreram, incluindo o líder supremo iraniano Ali Khamenei, mais de 150 estudantes e membros da alta cúpula militar. Em resposta, o Irã atacou alvos ligados aos EUA. Um drone atingiu um centro de operações no Kuwait, matando seis militares norte-americanos.
No Congresso, cresce a crítica ao fornecimento de armas a Israel durante o conflito na Faixa de Gaza. Em julho, 27 senadores democratas propuseram uma resolução para bloquear algumas vendas. Eles citaram, entre outros pontos, o número de civis mortos e a crise humanitária no território palestino. Apesar disso, o Congresso rejeitou a proposta, permitindo que as transferências militares continuassem.
