
A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) iniciou um monitoramento em sites com conteúdo pornográfico e serviços de acompanhantes para verificar se as plataformas impedem o acesso de crianças e adolescentes. A ação busca garantir o cumprimento do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital).
Além disso, o órgão também avalia a eficácia dos mecanismos de verificação de idade adotados pelas empresas.
Fiscalização alcança 18 plataformas com maior tráfego
Segundo a ANPD, o monitoramento abrange 18 plataformas que concentram cerca de 98% do tráfego de conteúdos adultos no Brasil.
Dessa forma, a fiscalização analisa se os sites adotam sistemas mais rígidos para impedir o acesso de menores de 18 anos. O foco principal recai sobre ferramentas de checagem de idade e bloqueio de conteúdo impróprio.
ANPD atua de forma preventiva no ECA Digital
De acordo com a agência, a ação tem caráter preventivo e integra as medidas previstas no ECA Digital, em vigor desde março de 2026.
Além disso, o órgão pretende identificar falhas de conformidade, acompanhar ajustes das empresas e orientar futuras ações de fiscalização.
O superintendente de Fiscalização da ANPD, Fabrício Guimarães, afirmou que a atuação segue uma abordagem baseada em risco.
Segundo ele, o objetivo é garantir que as plataformas cumpram as novas regras de proteção no ambiente digital e reforcem mecanismos de segurança para menores.
Lei amplia proteção de crianças e adolescentes na internet
O ECA Digital ampliou as regras de proteção no ambiente digital e passou a exigir medidas mais rígidas das plataformas.
Entre as principais obrigações, as empresas devem adotar sistemas confiáveis de verificação de idade, além de remover conteúdos inadequados para menores.
Além disso, a legislação determina resposta rápida a conteúdos ilegais, como exploração sexual infantil, e comunicação imediata às autoridades competentes.
Monitoramento deve avançar para outros setores
A ANPD informou que o monitoramento atual faz parte de um cronograma mais amplo. Assim, a fiscalização deve avançar para outros setores digitais ao longo de 2026.
Por fim, o órgão reforça que o objetivo é ampliar a segurança de crianças e adolescentes no ambiente online.











