
O jornalista esportivo Juca Kfouri criticou duramente a participação da influenciadora Virginia Fonseca na cobertura da Copa do Mundo de 2026 pela Rede Globo. Durante entrevista ao programa Posse de Bola, do UOL Esporte, ele classificou a escolha da emissora como um “acinte ao jornalismo”.
Além disso, o comentarista afirmou que a decisão representa uma “esculhambação do entretenimento 100% no lugar do jornalismo”.
A declaração rapidamente repercutiu nas redes sociais e dividiu opiniões entre internautas, jornalistas e profissionais da comunicação.
Juca criticou espaço dado a influenciadores
Durante o comentário, Juca Kfouri destacou a frustração de jornalistas que estudam durante anos para conquistar espaço na cobertura esportiva.
Segundo ele, profissionais formados acabam perdendo oportunidades para influenciadores digitais sem experiência técnica no jornalismo esportivo.
Além disso, o comentarista questionou a capacidade da influenciadora em atuar na cobertura de um dos maiores eventos esportivos do planeta.
“Virginia mal concatena duas frases”, disparou o jornalista durante a entrevista.
Juca também relembrou a participação da influenciadora na CPI das Bets, afirmando que ela teria falado “muitas asneiras” durante o depoimento.
No encerramento da crítica, ele ainda ironizou o recente término do relacionamento entre Virginia e o jogador Vinícius Júnior, sugerindo que a presença dela na cobertura poderia até “causar ciúmes” no atleta.
Participação terá foco em entretenimento
Apesar das críticas, a participação de Virginia Fonseca na cobertura da Copa do Mundo não terá foco no jornalismo esportivo tradicional.
Segundo informações divulgadas pela emissora, ela atuará como “repórter especial” em conteúdos voltados ao entretenimento e ao engajamento digital.
A influenciadora deverá participar de quadros em programas como o Domingão com Huck, diretamente dos estádios da competição.
Debate divide profissionais da comunicação
As declarações de Juca Kfouri abriram um novo debate sobre o espaço crescente de influenciadores digitais em grandes coberturas esportivas.
Enquanto parte do público apoiou as críticas do jornalista e apontou desvalorização da formação profissional, outros defenderam a estratégia da Globo para ampliar audiência e alcance digital.
O comentarista Bruno Formiga, por exemplo, destacou que transmissões de Copa do Mundo historicamente contam com artistas, humoristas e celebridades em conteúdos paralelos ao jornalismo esportivo.
Segundo defensores da escolha, Virginia não ocupará uma função técnica ou analítica, mas sim uma posição voltada ao entretenimento e interação com o público.
Mesmo assim, o tema segue gerando discussões entre profissionais da imprensa e usuários das redes sociais.











