
O preço do gás de cozinha já começou a subir em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo. Em alguns pontos de venda, o botijão ficou, em média, R$ 10 mais caro, o que já impacta diretamente o orçamento das famílias.
Como o produto é derivado do petróleo, o valor acompanha oscilações do mercado internacional. Além disso, o cenário geopolítico também influencia os reajustes.
Aumento tem múltiplos fatores
Segundo o revendedor Rudson Moulin, o reajuste não tem apenas uma causa. “O principal motivo é o aumento no combustível. Além disso, tem o leilão da Petrobras, que ocorre sem data fixa e com valores que a gente não consegue prever”, explicou.
Dessa forma, a combinação desses fatores contribui diretamente para o aumento no preço final.
Impacto pesa no bolso do consumidor
O novo valor já vale tanto para retirada quanto para entrega do botijão. Por isso, o custo mensal das famílias aumenta ainda mais.
A aposentada Maria de Lourdes criticou o reajuste. “É um absurdo. Pode parecer pouco, mas pesa no bolso”, afirmou.
Mercado internacional pressiona preços
De acordo com o comerciante Sérgio Ramiro, existe uma defasagem entre o preço interno e o mercado global.
Segundo ele, o gás de cozinha no exterior está cerca de 20% mais caro do que no Brasil. Por isso, há risco de novos aumentos caso não haja intervenção.
Governo tenta conter alta
Diante do cenário, o governo federal anunciou medidas para conter os preços. Entre elas, estão incentivos para reduzir custos de importação do gás de cozinha e do diesel.
Além disso, houve retirada de impostos sobre o biodiesel e o querosene de aviação.
Para Rudson Moulin, a iniciativa pode ajudar. “Essa subvenção deve segurar um pouco essa elevação e evitar aumentos maiores”, avaliou.
Benefício estadual segue mantido
No Espírito Santo, famílias em situação de extrema pobreza contam com o Vale Gás Capixaba, no valor de R$ 100.
Segundo a Secretaria de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento Social (Setades), o benefício não deve sofrer impacto com os reajustes.











