
Cleuton Gomes Pereira, conhecido como “Frajola”, foi transferido nesta segunda-feira (13) para a Penitenciária Federal de Porto Velho, em Rondônia. A medida atende a um pedido do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), por meio do Gaeco.
Segundo as investigações, ele continuava comandando atividades criminosas mesmo preso. Por isso, as autoridades solicitaram a transferência para o sistema federal.
Ordens partiam de dentro do presídio
“Frajola” estava preso desde 2017 na Penitenciária de Segurança Máxima II, em Viana. No entanto, a Operação Telic revelou que ele mantinha papel central no comando do Primeiro Comando de Vitória (PCV).
Além disso, o grupo atua principalmente na região da Grande Terra Vermelha, em Vila Velha. A facção é investigada por tráfico de drogas e armas, homicídios, lavagem de dinheiro e corrupção de agentes públicos.
De acordo com o Gaeco, o detento enviava ordens para comparsas nas ruas. Para isso, utilizava recados levados durante visitas e também intermediários.
Transferência busca interromper comunicação
A transferência para o sistema federal tem caráter excepcional. Com isso, o objetivo é interromper a comunicação com o meio externo e enfraquecer a organização criminosa.
Além disso, a medida tem prazo inicial de três anos. No entanto, pode ser renovada conforme a necessidade das investigações.
Histórico criminal e operação
“Frajola” possui condenações que somam mais de 70 anos de prisão. Além disso, ele responde a outras ações penais em andamento.
Segundo o MPES, a facção também utiliza redes sociais para recrutar novos integrantes e divulgar ações criminosas.
Por fim, a Operação Telic já teve três fases, realizadas em agosto e novembro de 2025 e março de 2026. As ações resultaram na prisão de diversos membros da organização.










