
Relato aponta manobras bruscas, excesso de velocidade e risco a passageiros durante trajeto urbano
Uma família com crianças autistas denunciou a conduta imprudente de um motorista de ônibus em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo. Segundo o relato, o profissional dirigiu de forma perigosa e colocou em risco a segurança dos passageiros.
De acordo com a família, o caso ocorreu durante um trajeto urbano. Durante o percurso, o motorista realizou arrancadas bruscas e freadas repentinas. Além disso, manteve velocidade incompatível com as condições da via.
Como consequência, os movimentos causaram medo e desconforto entre os passageiros. No caso das crianças com transtorno do espectro autista (TEA), a situação foi ainda mais grave.
Crises sensoriais e falta de diálogo
Ainda segundo os responsáveis, as crianças apresentaram crises sensoriais durante a viagem. O barulho excessivo e os solavancos agravaram o quadro. Diante disso, a família tentou alertar o motorista sobre a situação.
No entanto, o condutor não teria demonstrado sensibilidade nem adotado uma postura adequada. Por isso, o clima dentro do ônibus se tornou ainda mais tenso.
Pedido de providências e mais capacitação
Após o ocorrido, a família informou que pretende buscar providências junto à empresa responsável pelo transporte coletivo. Além disso, o caso deve ser levado aos órgãos competentes para apuração.
A denúncia reacende o debate sobre a necessidade de capacitação dos motoristas. Também reforça a importância de fiscalização contínua e respeito aos direitos das pessoas com deficiência no transporte público.
Especialistas destacam que passageiros com autismo podem reagir de forma intensa a estímulos como ruídos, movimentos bruscos e situações de estresse. Por isso, o preparo dos profissionais é essencial para garantir segurança e inclusão no transporte público.
