Ex-secretária acusada de envenenar cardiologista irá a júri popular no ES

Ré responde por tentativa de homicídio qualificado e suspeita de desvio de R$ 600 mil

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Bruna Garcia Barbosa Marinho presa por suspeita de envenenar médico em Vitória. - Foto: Sesp/Divulgação

A Justiça decidiu levar a júri popular a ex-secretária Bruna Garcia Barbosa Marinho, acusada de envenenar o cardiologista Victor Murad, de 90 anos, em Vitória. Com isso, o caso avança para julgamento perante o Tribunal do Júri.

A Comarca de Vitória tomou a decisão após analisar as provas reunidas durante a investigação. Dessa forma, Bruna responderá por tentativa de homicídio qualificado. Entre os agravantes, estão motivo torpe, uso de meio insidioso e cruel, além de recurso que dificultou a defesa da vítima. Além disso, o processo considera que o crime ocorreu contra uma pessoa idosa.

A Polícia prendeu a ex-secretária em 2 de setembro de 2025. Além da tentativa de envenenamento, a investigação também aponta possível desvio de cerca de R$ 600 mil da clínica do médico, localizada na Praia do Canto.

Bruna trabalhou por cerca de 12 anos no consultório. Nesse período, ela ocupou funções de extrema confiança. Por exemplo, cuidava do controle financeiro e também preparava a alimentação do cardiologista.

Segundo as investigações, a ex-secretária teria se aproveitado dessa proximidade. Além disso, conforme o inquérito, ela e o marido, Alysson Marinho, teriam administrado doses de arsênio ao longo de aproximadamente um ano e meio.

Enquanto isso, Victor Murad ainda enfrenta as consequências do envenenamento. Em entrevista, ele afirmou que a recuperação ocorre de forma lenta.

“Estou me recuperando devagar, mas estou me recuperando. O estrago que o arsênio fez não tem recuperação imediata”, relatou.

Além disso, o cardiologista destacou a relação de confiança que mantinha com a ex-secretária. “Era como uma filha para mim. Eu a tratava assim, mas fui traído”, afirmou.

Por outro lado, Bruna negou qualquer participação no crime durante o processo. Segundo a versão apresentada, a compra do óxido de arsênio teria ocorrido a pedido da esposa do médico.

No entanto, o advogado da vítima contestou essa alegação. Segundo ele, a família não teve qualquer envolvimento na aquisição da substância.

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