Ex-prefeito, professor é demitido por ver pornografia em sala de aula

A Prefeitura de Motuca demitiu o ex-prefeito João Ricardo Fascinelli após denúncias de que ele assistia pornografia em aula e assediava alunas de 12 e 13 anos. O caso agora segue para o Ministério Público.

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- Marco Antonio Cardelino/Alesp

A Prefeitura de Motuca, no interior de São Paulo, confirmou nesta quarta-feira (6) a demissão do professor de matemática e ex-prefeito João Ricardo Fascinelli. A decisão, publicada no Diário Oficial, ocorre após graves denúncias de crimes sexuais que teriam sido cometidos dentro da sala de aula contra alunos do 7º ano.

Condutas detalhadas

De acordo com o processo administrativo instaurado anteriormente, o docente teria praticado infrações consideradas gravíssimas na presença de menores. Nesse sentido, o texto da acusação destaca que o professor utilizava o celular para assistir a vídeos pornográficos enquanto os estudantes realizavam atividades escolares. Além disso, pesam contra ele denúncias de importunação sexual contra alunas de 12 e 13 anos. Segundo os relatos, o homem mantinha olhares maliciosos direcionados aos corpos das adolescentes no momento da correção de exercícios.

Consequências administrativas e penais

Em decorrência dessas ações, a administração municipal aplicou a demissão baseada em artigos do Código Penal que tratam de incontinência de conduta e prevaricação. Como resultado imediato, Fascinelli ficará impedido de ocupar cargos públicos pelos próximos cinco anos. Paralelamente, o governo local encaminhou todo o material ao Ministério Público de São Paulo para que as medidas criminais sejam adotadas.

Histórico político

Vale ressaltar que João Ricardo Fascinelli, de 50 anos, possui uma trajetória política expressiva na região. Ele governou a cidade entre 2016 e 2020 e, em seguida, conquistou a reeleição, permanecendo na chefia do Executivo até 2024.

Apesar da gravidade dos fatos, o professor não retornou aos contatos da reportagem até o momento. Contudo, o espaço permanece aberto para que a defesa apresente sua versão sobre os acontecimentos.